quinta-feira, 31 de maio de 2012

Semana de Campanha de Evangelismo

É já nesta semana 28 de Maio a 02 de Junho, que está decorrendo a semana de Campanha de Evangelização no Município de Cacuaco.
Local de encerramento - Vila de Cacuaco ex-complexo sefopesca


Com Ministério Jovem, Ministério da Mulher e o Ministério Pessoal.


Organizado pelo Clube de Líderes do Município.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Evidências Proféticas

O escândalo que está acontecendo no Vaticano, desencadeado pelo vazamento de informações e cartas confidenciais do papa Bento XVI teve um novo desdobramento nesse fim de semana com a prisão do mordomo do papa, que é acusado pelo vazamento das cartas que resultaram em um livro, que descreve manobras internas da liderança católica e até mesmo uma guerra interna na entidade.

O mordomo Paolo Gabriele, de 46 anos, faz parte de um pequeno grupo de pessoas consideradas as mais próximas do papa no dia a dia, junto com seus dois secretários, os padres Georg Ganswein e Alfred Xuereb, quatro leigas italianas consagradas e uma freira alemã – que cuidam do apartamento papal.

Gabriele é romano, e trabalha no apartamento papal desde 2006. Sua prisão foi confirmada no fim de semana pelo vice-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Ciro Benedittini, pouco depois que o porta-voz, Federico Lombardi, informou que agentes de polícia localizaram “uma pessoa com posse ilegal de documentos reservados”. De acordo com o Estadão fontes afirmam que “uma grande quantidade de documentos reservados” foi encontrada na casa em que Gabriele vive com sua esposa e três filhos na Via de Porta Angelica, anexa ao Vaticano.

Por não haver prisões no Vaticano, Gabriele estaria detido em uma das três salas ‘seguras’ nos escritórios da força policial do Vaticano e, se condenado, poderá ser sentenciado a até 30 anos de prisão por posse ilegal de documentos de um chefe de Estado, e cumpriria a pena em uma prisão italiana, devido a um acordo entre o Vaticano e a Itália.

A prisão foi resultado de investigações guiadas pela Comissão Cardinalícia, criada no mês passado por Bento XVI para investigar os vazamentos, e aconteceu em meio à crise que o Vaticano está enfrentando em suas estruturas internas. Poucos dias antes da detenção de Gabriele, o Banco do Vaticano (IOR) destituiu seu presidente, Ettore Gotti Tedeschi, “por não ter cumprido com as obrigações do cargo” e por despertar “preocupações” pela sua gestão. E de acordo com a BBC, a imprensa italiana acredita que Tedeschi também tenha vazado documentos oficiais do Vaticano.

Nota: Ao invés de receber honrarias por ajudar a desarticular a máfia dentro do Vaticano, Gabriele poderá pegar até 30 anos de prisão. Imagine àqueles que, fiéis à Deus, não aceitarem a marca da besta no futuro próximo! "Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" Apocalipse 2:10

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Semana de Conferências e Escola Cristã de Férias



É já nesta semana de 21 a 25 de Maio de 2012, que decorre na Igrja Adventista Belém Cacuaco, a Semana Especial para as Crinças. Escola Cristã de Férias.

Com um dos Temas Pertinentes.
CDCR - Crinças e Deus Conectados pela Rede.





Moderadores

Coordenador: Manuel Dumbo Sampaio

Técnica de Som
Manuel Francisco

Professores

Alfredo João Tchiwale
Daniel Camati
Eunice Romeu
Faustino Martins
Joana do Nascimento Dala
Josefina Coxi Dala
Júlio Nambingue Tchicunga

Pereira Celestino
Rafael Romeu

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cinco Razões porque não vou ao Cinema!


Como um adventista que nasceu na igreja, vejo estampado no rosto dos nossos jovens hoje, o mesmo drama e conflito que vivi. É pecado ir ao cinema ou não? A igreja parece impotente para dar respostas convincentes, e os nossos jovens exigem uma que esteja escrita na Bíblia ou no Espírito de Profecia. No tempo de Ellen White não havia cinema, mas havia teatro e ela foi claramente contra. A igreja, no intuito de preservar os nossos jovens da influência do mundanismo, estabeleceu o estigma de que ir ao cinema é pecado. O cinema em si pode não ser ruim, contudo, a tradição religiosa da igreja diz que isso é pecado (tanto no Brasil, como nos Estados Unidos, para minha surpresa). Na realidade, o motivo da proibição , era impedir os nossos jovens de assistir aos filmes, e não de ir ao cinema em si.
Com o advento do viodeocassete, a igreja foi traída pela sua proibição, e agora todo mundo assiste em casa, e a polêmica definitivamente se estabeleceu. Ir ou não ir? Pode ou não pode?
Em primeiro lugar, temos que lembrar que para a pessoa que está realmente determinada a ir ao cinema, nada vai convencê-la do contrário. Contudo, as cinco razões que apresento aqui pode ajudar aqueles que são sinceros, e que, na dúvida, estão orando a Deus, querendo fazer a Sua vontade.
A Primeira Razão:
Vou usar como primeiro argumento aquilo que muitos jovens acham elementar. Se hoje você vai ao cinema e alguém o vê indo, essa pessoa pode ficar escandalizada, e isso é pecado.
Se o seu comportamento escandaliza o seu irmão, o princípio é claro ao dizer que é melhor não fazer. A Bíblia fala fortemente sobre esse princípio em I Coríntios 8. Paulo fala que alguns, não tendo conhecimento profundo da verdade, têm uma consciência fraca. No verso 9, Paulo estabelece o princípio quando diz: “vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos.”
Em I Coríntios 10:23 3 32, Paulo diz que “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm”. “não vos torneis causa de tropeço… para a igreja de Deus.” E o que mais me impressiona é a declaração do capítulo 8:12 quando Paulo diz: “E deste modo (referindo-se ao pecado do escândalo), pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais.” Se ao ir ao cinema, escandalizo a minha igreja ou o meu irmão, estou pecando contra Cristo, diz a Bíblia.
Segunda Razão:
Um princípio elementar, mas que não deixa de ser uma razão, é que ali é a “roda dos
escarnecedores”. Bem, você pode dizer que a “roda dos escarnecedores” está em todo lugar, no metrô, no ônibus, etc. Contudo, a “roda dos escarnecedores” do cinema é específica. O grupo que ali está, não está por uma necessidade, mas porque querem ir espontaneamente para satisfazer a si próprios e entreter o seu ego. Vão lá porque gostam e querem assistir ao filme, mas existe algo mais que o filme: como o ambiente, o escurinho, o silêncio, o som e o tamanho da tela. Tudo isso é planejado de uma maneira, não para fazer você assistir ao filme, mas para você entrar no filme.
Concordo com o salmista no Salmo 1:1, quando ele diz: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Creio que o cinema é uma roda específica de escarnecedores, que estão buscando um tipo de prazer que só lá dentro alcançarão. Será que ao ir ao cinema não estou me detendo no caminho dos pecadores?
Terceira Razão:
A escuridão do ambiente afeta tremendamente o ouvinte. Engraçado é que ninguém percebe e acha normal. E é aí que a gente vê como o diabo é sutil. O ambiente escuro é para ninguém ver ninguém, e para tentar colocar na sua cabeça que aquela imagem é uma realidade só sua, feita para você; ainda que seja só naquele momento. Seu subconsciente consegue captar mensagens que podem afetar profundamente sua maneira de ver, pensar e agir, baseado em imagens que muitas vezes nem sequer fazem parte do nosso mundo real.
Normalmente, não gostamos da escuridão. Temos medo. E tão logo entramos em um ambiente escuro, procuramos uma luz para acender. Entretanto, no cinema, as trevas têm por objetivo captar a sua mente, levando você a uma fantasia que não é a sua realidade. Pode parecer que não, mas ver o filme no escuro do cinema, e ver no claro na sala de estar da sua casa, faz uma grande diferença quanto à influência que você recebe. E às vezes, essa influência é involuntária, você nem a percebe, mas ela está lá. Ao escrever esta declaração, não estou defendendo a liberação de qualquer filme em casa, mas tentando mostrar que, definitivamente, o cinema não é um lugar para cristãos.
Quarta Razão:
O tamanho da tela gera uma imagem muito realística, que associada com o escuro, exerce um poder fascinante, transportando você da sua realidade para dentro de um mundo imaginário no filme. Como todo mundo nesta vida de pecado tem sonhos, os filmes não são outra coisa senão os sonhos dos seres humanos se tornando realidade. Daí porque o mundo está fascinado com Hollywood. Jamais a tela de um televisor, por maior que seja, vai exercer sobre você um poder tão fascinante como dentro do cinema. Se fizermos uma pesquisa com duas pessoas, sendo que uma assiste a dez filmes em casa, e depois dermos um questionário para elas responderem, buscando ver o efeito dos filmes no subconsciente, compreenderemos o poder do cinema, e por que a igreja está certa em dizer que ele é pecado.
Quinta Razão:
O último motivo pelo qual o cristão não deve ir ao cinema é simples. Eu até diria elementar, mas de uma sabedoria fantástica: “Na dúvida, não ultrapasse.” Por que correr o risco, se o assunto é polêmico? Será que jesus entraria com você no cinema? A mesma pergunta podeser feita quanto à escolha que você faz dos seus filmes. Será que ele sentaria com você napoltrona da sua casa e assistiria aos filmes que você está assistindo? acho que, na dúvida, não é bom ultrapassar. Que sabe esse último princípio, ainda que simples, possa salvar jovens que ainda não têm fé suficiente para compreender os quatro princípios anteriores. Talvez você não esteja convencido de que não deve ir, mas se a dúvida está no seu coração, é mais seguro não ir. Para aqueles que não têm dúvida, e que se sentem confortáveis em ir, achando que não há nada de mais, eu diria que a sua consciência não é um guia seguro. Você pode até estar sendo sincero no que faz, mas se caminhar na direção errada, perderá o jogo da vida eterna.
Certa vez, li uma história em que a Coca-Cola resolveu fazer um teste de marketing para testar o poder da imagem sobre o subconsciente das pessoas. Na produção de um filme para o cinema, eles incluíram várias vezes, no meio da projeção, rápidas imagens de uma garrafa de Coca-Cola . Os flashes eram rápidos como um relâmpago e, embora as pessoas vissem aquele rápido flash na tela, elas não conseguiam identificar a imagem. Na saída do cinema, eles colocaram bancas de Coca-Cola para vender e, à porta ,eles perguntavam às pessoas se elas podiam dizer o que viram na imagem dos flashes. Ninguém conseguiu dizer o que tinha visto na imagem, mas todos perceberam o flash rápido. Apesar de não terem notado a imagem da garrafa de Coca-Cola, 70% daqueles que assistiram ao filme, comprararm uma garrafa de Coca-Cola para beber, na saída do cinema. Os outros 30% não compraram, mas confessaram que estavam com vontade de beber. Essa experiência mostra que o poder do subconsciente de captar as imagens é muito grande. Somos afetados sem perceber, e aí reside o perigo.
Em minha opinião, a igreja está certa quanto a não ir ao cinema. Se bem que também devemos cuidar muito com o que assistimos em casa.
Hollywood está determinando o comportamento da sociedade moderna e criando filmes que, em lugar de entreter as pessoas, as levam a ficarem insatisfeitas com a sua vida, porque elas vêem nos filmes um mundo de sonhos e cores. A comparação é uma arma de Satanás para nos conduzir ao pecado. Ele fez isso no Éden, tentando comparar o homem a Deus. E hoje ele usa os meios mais sofisticados para levá-lo a comparar a realidade da sua vida com a imagem fantasiosa dos filmes. Se a sociedade pudesse imaginar o que existe por trás dessas produções, e como se situa o mundo artístico, talvez nem assistisse aos filmes que por eles são produzidos.
O critério para provar se um filme é bom ou não? Faça a pergunta: Poderia Jesus assistir comigo? Sim ou não? Lembre-se de que lá no Céu não existe o mundo imaginário dos filmes e das superproduções. Lá, sim, nos encontraremos com a verdadeira realidade dos nossos sonhos, e a tela, seja do cinema ou da TV, já não terá mais poder sobre nós, e nem existirá, porque Aquele que é real, nos transformará para as realidades eternas.
 
Fontes:
(Advento Blog e Blog Ação)

domingo, 13 de maio de 2012

Uma novidade interessantes na defesa do domingo


UMA NOVIDADE INTERESSANTE NA DEFESA DO DOMINGO

Temos analisado em várias oportunidades alguns argumentos de indivíduos que buscam justificar sua negligência ou desprezo pelo mandamento do sábado e após enumerar os vários tópicos de objeções à vigência do 4o. mandamento para o nosso tempo (aqueles velhos e surrados argumentos da “lei abolida”, “nova lei de amor a Deus e ao próximo”, “qualquer dia serve”, “sábado cerimonial”, etc.) notamos ao final um detalhe interessante. Como dizíamos num desses estudos, sob o título “O Argumento Que Faltou”:

* Curiosamente, a posição oficial das diferentes igrejas e seus grandes próceres e instrutores, de que o domingo foi adotado pela Igreja Cristã desde o mais remoto período de sua existência em substituição ao sábado do sétimo dia, é desprezada e passada por alto pelos seus modernos integrantes. Preferem apegar-se a argumentos que destroem o princípio de um dia de descanso divinamente determinado, mas não parecem capazes de oferecer nada melhor no lugar. São bons na destruição de um conceito, mas nada eficientes na construção de uma teologia que justifique tal atitude revisionista quanto ao ensino oficial e tradicional de suas próprias denominações a respeito da questão do dia de repouso. Só há uma explicação para isso—o reconhecimento de falta de embasamento bíblico para a instituição dominical.

Contudo, não é que finalmente aparece um advogado do domingo apresentando uma nova e revolucionária tese nesse sentido? O nome do “novidadeiro” é Harold Camping. Sua teologia particular de defesa do domingo é realmente bem engenhosa, mas só que jamais qualquer erudito cristão, mesmo dentre os mais entusiastas defensores do domingo como substituto do sábado bíblico, expressou-se segundo as linhas de seu raciocínio. Vejamos que teoria é essa, que por enquanto ainda não chegou ao Brasil, quanto saibamos, analisada pelo nosso erudito especialista em questões sábado/domingo, Dr. Samuele Bacchiocchi:

HAROLD CAMPING—DOMINGO: O DIA DE REPOUSO?Dr. Samuele Bacchiocchi

Em anos recente várias tentativas enganosas têm sido feitas para legitimizar o domingo como o dia de descanso bíblico. Por exemplo, em sua Carta Pastoral ‘Dies Domini’-O Dia do Senhor, o Papa João Paulo II promove a observância do domingo como um imperativo moral enraizado no Quarto Mandamento. Uma análise detalhada desse importante documento se encontra no capítulo 1 de The Sabbath Under Crossfire, intitulado “Papa João Paulo II e o Sábado”. [Obs.: Também temos um artigo que disponibilizamos a qualquer interessado onde há uma síntese desse capítulo referido].

Calendários europeus perpetuam o engano do domingo/sábado ordenando os dias da semana horizontalmente com a segunda-feira como o primeiro dia e o domingo como o sétimo dia. Tais calendários estão agora começando a aparecer nos EUA também. A intenção enganosa é fazer as pessoas crerem que o domingo é o sétimo dia bíblico que os cristãos devem observar.

A mais curiosa e irracional tentativa de defender o domingo como o sábado neotestamentário é, provavelmente, a de Harold Camping, Presidente e Fundador da emissora Radio Family—um ministério internacional de rádio e TV com estações poderosas em várias partes do mundo. Seu livreto Sunday: The Sabbath? e suas palestras por rádio e TV influenciam incontáveis cristãos em muitas partes do mundo.

Por muitos anos Camping tem ensinado que a ressurreição de Cristo no domingo assinala o fim da observância judaica do sábado e o início do domingo como um novo sábado cristão. O que é inusitado a respeito da teoria de Camping é a forma como ele defende sua posição, torcendo os relatos da ressurreição de Cristo como se acham em Mateus 28:1, Marcos 16:1, 2 e João 20:1. Quanto eu saiba, nenhum erudito observador do domingo apóia sua interpretação arbitrária dessas passagens. Contudo, seus pontos de vista são amplamente aceitos por um crescente número de cristãos.

Uma razão para a popularidade de Camping é o seu apelo à inerrância da Bíblia. Ele escreve: “Em seus autógrafos originais, ou manuscritos, a Bíblia é a infalível Palavra de Deus. É completamente inerrante. Não contém erros de qualquer forma que seja. Isso se dá porque os manuscritos originais foram ditados por Deus” (p. 1).

A inerrância para Camping significa que Deus controla tais detalhes como o uso singular ou plural da palavra “sábado”.
“Se Deus o tivesse desejado no plural [ou seja, a palavra sábado], Ele teria escrito no plural. Como vimos anteriormente, Deus insiste neste princípio em Gálatas 3:16 onde Deus fala de um verso na Bíblia onde a palavra ‘semente’ aparece no singular. Ele acentua que se trata do termo no singular, ‘semente’, não no plural ‘sementes’” (p. 3).

A inerrância para Camping significa que Deus ditou se uma palavra devia ser plural ou singular. Se isso fosse verdade então a linguagem da Bíblia seria a do Espírito Santo que ditou cada palavra a seus escritores. Tal noção é desmentida pela diferença em estilo, vocabulário e construção de sentença entre os vários livros da Bíblia. A gramática da Bíblia é humana, não divina. Isso é exemplificado pelo próprio exemplo de Gálatas 3:16 empregado por Camping.

Em Gálatas 3:16 Paulo argumenta que as promessas de Deus à semente de Abraão referem-se a Cristo, porque a palavra “semente” é singular, não plural. O fato é que no grego a palavra para semente-sperma, é um termo coletivo empregado com sentido tanto singular quanto plural. O próprio Paulo emprega a mesma palavra sperma poucos versos depois numa forma plural quando fala dos crentes como sendo “semente de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gál. 3:29). O fraco argumento paulino dificilmente dá apoio à alegação de Camping de que “Deus fala de um verso na Bíblia onde o termo singular ‘semente’ aparece no singular” (p. 3).

Deus não pode ser responsabilizado pelo falho argumento gramatical paulino. Este ponto será esclarecido brevemente em nosso estudo dos argumentos da inerrância. Veremos que pessoas como Camping argumentam em prol da inerrância para justificar suas crenças doutrinárias. Por fim, a preocupação deles é justificar a validade de seus ensinos, antes que provar que a Bíblia é absolutamente livre de erros.

Durante os últimos 10 anos tenho recebido não menos do que 50 exemplares do livreto de Camping, Sunday: The Sabbath? [Domingo: O Sábado?], bem como centenas de mensagens de pessoas confusas por seus ensinos. No sábado passado, 16 de agosto de 2003, um irmão adventista levantou-se com um exemplar do livreto de Camping num encontro no Brooklyn, NY. Ele me perguntou se eu havia dado resposta a seus argumentos. Eu lhe garanti que faria isto neste boletim. A razão porque tenho ignorado Camping durante os últimos 10 anos, é simplesmente porque sua interpretação dos textos bíblicos é tão irracional que nem merece uma análise erudita.

Os Ensinos de Harold Camping

Em termos simples, Camping tenta provar, basicamente firmado em Mateus 28:1 e textos relacionados (Marcos 16:1, 2; João 20:1), que a ressurreição de Cristo no domingo assinala o término do sábado do Velho Testamento e a inauguração do domingo como novo sábado cristão. Ele chega a essa conclusão torcendo o sentido desses textos.

Mateus 28:1 assim reza: “E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro” Camping sustenta que essa tradução da Bíblia, bem como as demais versões modernas, estão equivocadas. Por quê? Porque supostamente dão sentido errado ao significado literal de “sábados”, que ocorre duas vezes no texto grego. Em sua opinião o texto devia ser traduzido como segue: “‘No final dos sábados [plural], ao despontar o primeiro dos sábados [não ‘semanas’]” (pp. 4-5).

Com base nessa tradução, Camping conclui que “a frase ‘no fim do sábado’ podia ser expandida para dizer, ‘Agora que a era dos sábados veterotestamentários chegou a um fim. . .’” (p. 8). Semelhantemente, ele interpreta a frase “quando já despontava o primeiro dia da semana” como devendo significar: “Deus tem uma nova era de sábados. É o domingo pela manhã; é o despontar de uma nova era de sábados. . . . Não é somente um sábado que está se iniciando. Deus está ensinando que há uma série toda de sábados a vir. Deus está dizendo, por Sua própria definição, que esses novos sábados são cada e todo domingo” (p. 9).

Segundo Camping, os cristãos têm falhado em perceber sua interpretação do texto, porque os tradutores cometeram dois erros ao traduzir a passagem. Primeiro, traduziram a primeira palavra “sábados”, que é tanto plural quanto singular: “No fim do sábado”. Segundo Camping a frase devia ser “no fim dos sábados [plural]”, isto é, ao final dos sábados do Velho Testamento.

O segundo erro é que traduziram a segunda ocorrência de “sábados” [plural] como singular “semana”. Segundo Camping a frase devia dizer: “ao despontar do primeiro dos sábados—não ‘semana’“ (pp. 4, 5). Ele interpreta isto como querendo dizer a inauguração do domingo como o novo sábado cristão. Vejamos agora quem está errado, Camping ou os tradutores?

CINCO PRINCIPAIS DEFEITOS NOS ARGUMENTOS DE CAMPING
Há cinco principais falhas nos argumentos de Camping que destroem a validade de suas conclusões. Examinemo-las brevemente.
Primeiro, Camping interpreta duas declarações temporais concernentes ao tempo da ressurreição de Cristo, ou seja, “no fim do sábado” e “quando já despontava o primeiro dia da semana” como pronunciamentos teológicos sobre o término do sábado do VT e a inauguração do domingo como o novo sábado cristão.

Tal interpretação arbitrária reflete a falta de senso comum básico. Nenhum estudante sensato da Bíblia consideraria a hipótese de transformar uma declaração temporal concernente à Ressurreição de Cristo, num pronunciamento teológico a respeito do término da observância do sábado e inauguração da observância do domingo. É evidente que falta a Camping a capacidade de raciocinar logicamente. Ele precisa aprender a respeitar a natureza da passagem. Transformar uma declaração temporal num pronunciamento teológico significa violar o sentido intencionado da passagem.

Em segundo lugar, Camping ignora que no grego o plural “sábados—ta sabbata”, é amiúde empregado com um sentido singular. Seu problema não é a sua ignorância. Todos somos ignorantes em muitas áreas. Antes, é sua indisposição em superar sua ignorância por ler alguns léxicos e dicionários padrão que definem o emprego do termo “sábado”. Por exemplo, se Camping tivesse tomado tempo para ler o estudo erudito de 35 páginas do uso de “Sabbaton-Sábado”, como se acha no volume 7 do The Theological Dictionary of the New Testament, (que é o mais respeitado estudo de palavras no NT), ele teria aprendido que “o plural ‘ta sabbata’ [sábados] pode ter três sentidos: 1. vários sábados . . . , 2. um sábado (a despeito do plural) . . . 3. a semana completa, no uso do hebraico” (p. 7). Cada um desses significados é amplamente documentado no artigo. Para efeito de brevidade eu não vou sobrecarregar o leitor com a documentação.

Tivesse Camping tomado tempo para aprender o simples fato de que a forma plural de “sábados” é freqüentemente empregada no grego com o sentido singular de um único sábado, ele não teria cometido o equívoco de interpretar o plural “sábados” como um pronunciamento teológico quanto ao término do sábado do VT e inauguração dos sábados no NT. Teria reconhecido que o texto fala somente a respeito do tempo da Ressurreição, ou seja, ao fim do sábado e despontar do primeiro dia da semana—e não a respeito da mudança do sábado pelo domingo. O problema não está com traduções defeituosas, mas com a ignorância de Camping de como o termo “sábados” era na época empregado.

Em terceiro lugar, Camping ignora um fato básico de que no grego, como no hebraico, o termo plural “sábados-ta sabbata” era comumente empregado para designar a semana como um todo. A razão é que os dias da semana eram numerados com referência ao sábado. Quando os romanos adotaram dos judeus os sete dias da semana pouco antes da era cristã, eles deram a cada dia um nome de um deus planetário. Foi assim que tivemos nossa semana planetária [N.T.: em inglês e outros idiomas]. Mas os judeus e os cristãos primitivos davam nomes aos dias da semana enumerando os dias com referência ao sábado. Assim, Mateus 28:1 corretamente refere-se ao domingo como “o primeiro dos sábados—mia sabbaton”. Essa era a designação comum do domingo.

É lamentável que Camping nunca tomou tempo para aprender esse bem conhecido emprego do termo “sábado” para designar a semana como um todo, bem como os dias reais da semana. Se ele tivesse aprendido este simples fato, não se teria posto a acusar os tradutores de alterarem arbitrariamente a frase “o primeiro dos sábados” como “o primeiro dia da semana” (p. 5). Os tradutores sabiam o que estavam fazendo. É Camping que não sabe sobre o que está escrevendo.

Um bom exemplo da ignorância de Camping é esta declaração: “Não encontramos justificativa bíblica para traduzir a palavra grega ‘sábado’ como ‘semana’“ (p. 5).O fato é que há numerosos exemplos bíblicos do emprego do termo “sábado-sabbaton” para designar a semana. O Young’s Analytical Concordance of the Bible alista nove casos (p. 1041). Um desses é Lucas 18:12, onde o fariseu se vangloria, dizendo: “Jejuo duas vezes por semana (em grego sabbaton)”.
Ao rejeitar o emprego comum do termo “sábado” para designar a “semana”, Camping alega que “Lucas 18:12 devia ser traduzido por, ‘Jejuo duas vezes no sábado” (p. 6).

Essa tradução arbitrária é desacreditada não só pelo emprego comum do termo sábado para designar a semana, mas também pelo fato de que nenhum jejum era permitido pelos fariseus no sábado. O sábado era um dia de regozijo, e nenhum jejum ou lamentação ocorriam nesse dia. Finalmente, o jejum aos sábados foi introduzido pelo Bispo de Roma como um método para desviar os cristãos da guarda do sábado e induzi-los à observância do domingo. Mas este é um acontecimento posterior, totalmente sem relação à prática dos fariseus em jejuar duas vezes por semana. Segundo o Didaquê 8:1—um antigo documento cristão da última pare do primeiro século—os fariseus jejuavam às segundas- e quintas-feiras.

Um quarto fato ignorado por Camping é a continuidade da observância do sábado, especialmente entre judeus cristãos. Seu pressuposto de que o evento da ressurreição de Cristo, como relatado nos Evangelhos, assinala o término do sábado veterotestamentário e a inauguração do domingo como o novo sábado cristão é negado pela continuidade da observância do sábado, especialmente entre os descendentes diretos dos cristãos de Jerusalém (para documentação ver From Sabbath to Sunday, pp. 156, 157). Como podia Mateus, escrevendo a leitores judeus-cristãos, dizer que a ressurreição de Cristo terminou o sábado do VT e inaugurou o domingo como o sábado do NT, quando esses eram ainda “zelosos da lei” (Atos 21:20) em geral e do sábado em particular?

Um quinto e último ponto ignorado por Camping, é a falta de qualquer significado litúrgico ligado ao dia da ressurreição de Cristo no NT. Se Cristo desejasse tornar o Dia de Sua ressurreição um dia memorial a ser celebrado no domingo semanal e no domingo de Páscoa anual, não teria Ele feito algo a respeito? Não teria Ele convidado as mulheres primeiro e os discípulos depois a celebrarem a Ressurreição?

Observem que as instituições bíblicas como o sábado, o batismo, a Ceia do Senhor, todos traçam sua origem a um ato divino que os estabeleceu. Mas nem Cristo nem os apóstolos fizeram qualquer tentativa de estabelecer uma celebração dominical da Ressurreição. A razão é simples. A Ressurreição era vista como uma realidade existencial a ser celebrada por viver vitoriosamente pelo poder do Salvador ressurreto, não uma prática litúrgica a ser observada no domingo semanal ou domingo de Páscoa.

Paulo ora para que pudesse conhecer “o poder da ressurreição” (Fil. 3:10), mas ele nunca menciona o dia da Ressureição. De fato, o domingo nunca é chamado “dia da Ressurreição” no Novo Testamento, nem mesmo na literatura patrística dos primeiros tempos. O primeiro uso da frase aparece nos escritos de Eusébio de Cesaréia (cerca de 325 AD).

Conclusão

Foi uma tarefa desagradável expor as interpretações irracionais e infundadas de Harold Camping. A necessidade surgiu pela influência de seus ensinos que alcançam pessoas ao redor do mundo mediante o seu ministério de rádio e TV, bem como por publicações. Quero crer que Camping seja sincero, mas está sinceramente enganado. Concedamos a ele o benefício da dúvida. De minha parte, estou preparado para ajudá-lo mandando-lhe não só uma cópia de minha resposta, mas também um pacote de meus livros sobre o sábado. Se ele responder, terei satisfação de compartilhar a informação com vocês.

Origem pagã do domingo é admitido por BATISTAS


O Dr. EDWARD T. HISCOX, autor de um Manual da Igreja Batista, numa conferência para ministros da denominação batista, realizada cm Nova York, no dia 13 de novembro de 1893, leu extenso discurso sobre a mudança do sábado para o domingo.
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Um discurso magnífico, de que não me furto ao prazer de citar trechos para os amigos batistas que nos combatem aqui no Brasil. Esse discurso foi parcialmente reproduzido no The Watchman Examiner, órgão batista editado em Nova York, edição de 16 de novembro de 1893.
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Eis alguns trechos reproduzidos ipsis verbis, como constam do jornal em apreço:
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"Havia e há um mandamento para santificar-se o sábado, mas aquele sábado não era o domingo. Será dito, talvez, e com ostentação de triunfo, que o sábado foi transferido do sétimo para o primeiro dia da semana, com todos os seus deveres, privilégios e sanções.
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"Desejando ardentemente informações sobre este assunto, que tenho estudado por muitos anos, pergunto: Onde se pode achar o relato de tal transferência? Não no Novo Testamento, absolutamente não! Não há na Escritura evidência de mudança da instituição do sábado, do sétimo para o primeiro dia da semana.
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"Desejo dizer que esta questão do sábado – deste ponto de vista – é a questão mais séria e embaraçosa relacionada com as instituições cristãs que atualmente reclamam a atenção do povo cristão; e a única razão por que não é ela um elemento de perturbação no pensamento cristão e nas discussões religiosas, é porque O MUNDO CRISTÃO A TEM ACEITADO com a convicção de que se efetuou qualquer transferência já no princípio da história cristã. ...
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"É para mim incompreensível que Jesus, vivendo durante três anos com Seus discípulos, conversando com eles muitas vezes sobre a questão do sábado, tratando-a nos seus vários aspectos, ressalvando-a das falsas interpretações, nunca Se referisse a uma transferência desse dia; mesmo durante os quarenta dias de vida após Sua ressurreição, tal coisa não foi indicada. Nem tampouco, quanto ao que saibamos, o Espírito Santo, que fora enviado para lhes fazer lembrar tudo quanto haviam aprendido, tratou desta questão. Nem ainda os apóstolos inspirados, pregando o Evangelho, fundando igrejas, aconselhando e instruindo, discutiram ou abordaram este assunto.
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"Além disso estou bem certo de que o domingo foi posto em uso como dia religioso, bem no princípio da história cristã, pois ASSIM APRENDEMOS DOS PAIS DA IGREJA e de outras fontes. MAS QUE PENA TER VINDO ELE ESTIGMATIZADO COM A MARCA DO PAGANISMO E CRISMADO COM O NOME DO DEUS SOL, QUANDO ADOTADO E SANCIONADO PELA APOSTASIA PAPAL, E DADO AO PROTESTANTISMO COM UM LEGADO SAGRADO." (Grifos e versais nossos).
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Aí está uma confissão honesta. O domingo não tem sanção escriturística. É invenção humana e procede de fonte impura: paganismo.
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Vamos citar outra confissão honesta relativa à origem extrabíblica do domingo, feita por outro renomado pastor batista e, notem bem, da Primeira Igreja Batista de Dayton, Estado de Ohio, EE. UU. Extraímo-la do The Watchman Examiner, órgão oficial da denominação batista, edição de 25 de outubro de 1956.
O Pastor ALBERT CALHOUN PITTMAN declara textualmente:
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"... aqueles primitivos cristãos sentiram a necessidade de se reunirem em tempos aprazados para a adoração. Assim começaram a se reunir no primeiro dia do semana, para comemorarem a ressurreição de Cristo dentre os mortos.
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"Primitivamente reuniam-se no domingo de manhã porque a domingo não era um dia feriado MAS SIM UM DIA DE TRABALHO NORMAL como os demais. Em uma carta escrita por Plínio ao imperador Trajano, e que tem sido preservada, lemos que aqueles antigos cristãos tinham uma breve reunião ao romper do dia no primeiro dia da semana, cantavam um hino a Cristo, ligavam-se por um voto de companheirismo, partilhavam uma merenda religiosa e EM SEGUIDA RETORNAVAM AO SEU TRABALHO, para os seus labores da semana." (Grifos e versais nossos, para realce)
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Isto quer dizer que o ilustre ministro batista concorda com a realidade histórica; com o fato indestrutível: O DOMINGO É INVENÇÃO HUMANA!!!
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Aqui mesmo no Brasil ocorreu, há 40 anos um fato interessante. Os batistas, movidos de espírito polêmico atacavam, pela imprensa, o aspersionismo e o pedobatismo pelo fato de um órgão presbiteriano defender essas práticas. Num desses ataques, O Jornal Batista aventou a idéia de que não há na Bíblia prova taxativa para justificar o batismo de crianças, e isso era uma razão para não o aceitar. Em réplica, O Puritano, órgão então oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, editado no Rio em edição de 7 de maio de 1925, afirmava:
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"Se, pelo fato de não termos na Bíblia uma prova absoluta e taxativa para o batismo infantil, isto tira o valor da doutrina, diga-nos aqui à puridade o bom do Jornal [órgão batista]: em que fica o colega com a guarda do domingo e não do sábado? Pode o colega mostrar no Novo Testamento, de modo positivo, um mandamento para mostrar a guarda do domingo? DAMOS DOIS MIL CONTOS ao colega se no-la apresentar. ..." (Grifos e versais nossos).
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E o órgão batista mudou de conversa... perdeu ótima oportunidade de abocanhar dois milhões de cruzeiros, naqueles tempos... Por quê? Porque a guarda do domingo, bem como o aspersionismo e o pedobatismo, são práticas pagãs que se infiltraram na igreja cristã. Gradativamente, em função da apostasia e da acomodação com o Estado. É o que nos diz a História. Mas a nossa regra de fé é a Bíblia, e o que nela não consta, deve ser rejeitado.
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Bem, noutro tópico eu chamei a atenção do nosso irmão Marlington quanto ao uso da palavra "hipócrita" que creio ser muito severa. Acho que seria melhor dizer "incoerente", pois realmente se aceitam a validade e vigência do 4o. mandamento como princípio originário da criação do mundo, portanto moral e universal, então não há porque acatar o que vem da mera tradição católica, como é o domingo. E, pior, vem do mais negro paganismo, como pastores batistas admitiram.

Semana de Conferências Bíblicas

É já na Próxima semana dia 19 à 26 de Maio do corrente Ano que terá inicio a Semana de Conferências Bíblicas na Igreja Adventista do Sétimo Dia Belém Cacuaco em Luanda Angola.

Conferencista da Semana Especial: Irmao Festo Felisberto.


HISTÓRIA: Síntese da origem do Adventismo no mundo e sua formação Doutrinária. 168 anos de existência



Mudanças radicais ocorreram no final do século dezoito e início do século dezenove. Muitas mudanças de cunho político, social e religioso deram uma nova abertura ao período que abrangeu o início do século dezenove. Mudanças tais que proporcionaram a alavancada do movimento adventista sabatista. A revolução americana, francesa e a intensificação do período de liberdade e democracia contribuíram para que o movimento tivesse liberdade de florescer livremente, o que não ocorreria caso o movimento tivesse surgido no período medieval e moderno com as inquisições, cruzadas e intolerâncias religiosas.

O milerismo começou com um homem chamado Guilherme Miller, fazendeiro não muito comum, era o mais velho entre 15 irmãos. Por sua curiosidade e sede pelo conhecimento desenvolveu um conhecimento básico da Bíblia e através de muita leitura, desenvolveu também um bom conhecimento da história secular. Em sua jornada de estudos da Bíblia, ao perceber que os comentaristas bíblicos se diferiam largamente entre si, decidiu usar somente a “Bíblia e uma Concordância de Cruden”, e permitir que a Bíblia sozinha fosse sua própria intérprete. Guilherme Miller estudou verso por verso da Escritura partindo de Gênesis e terminando em Apocalipse, com o objetivo de, cuidadosamente, fundamentar satisfatóriamente suas interpretações. Seu parcial conhecimento de história o ajudou a compreender melhor as profecias de Daniel, podendo contribuir com muitas das interpretações que apontavam para os últimos eventos e para a segunda vinda de Cristo. 

As primeiras mensagens que Miller pregou incluíam os sinais da segunda vinda, o dia escuro de 19 de maio de 1780, o miraculoso sinal da queda das estrelas em 13 de novembro de 1833 e posteriormente a profecia das 2300 tardes e manhãs. Daniel 8:14 foi o principal ponto da esperança escatológica de Miller e de seus ouvintes mais próximos. Com base neste verso, os mileritas trataram extensivamente do santuário, das 2300 tardes e manhãs e da purificação do santuário. Os estudos e as interpretações feitas por Miller levou-o à conclusão de que a palavra “santuário”, em Daniel 8:14, seria uma referência da igreja cristã qualificada como igreja do Deus vivo ou povo de Deus em todo o mundo, além de o verdadeiro santuário que Deus havia construído através de Cristo. 

Embora Miller sustentasse até o fim de sua carreira que o santuário representava a igreja, aos poucos desenvolveu conceitos paralelos de que o santuário poderia também referir-se à Terra. Para Miller, baseado na teoria dia/ano de Ezequiel 4:6-7 e Números 14:34, os 2300 dias eram simbólicos por natureza e deveriam ser compreendidos como 2300 anos literais. Ele alegava que, ao considerar cada dia como um ano, estaria se harmonizando com os principais comentaristas protestantes, e na predisposição de que o período das “setenta semanas” de Daniel 9:24-27, que já haviam sido cumpridas como 490 anos, era apenas a primeira parte dos 2300 anos, e se a primeira parte estabeleceu seu cumprimento, a segunda e última parte que estenderia até 1843 também estabeleceria cumprimento.

Miller e seus seguidores entendiam que os 2300 dias se inciaria em 457 a.C. e findaria em 1843 d.C. Ele havia se convencido de que, a publicação do decreto de Artaxerxes para a reconstrução dos muros de Jerusalém, em 457 a.C., era a data adequada para o início do período profético. É válido lembrar que, ele se baseou dos melhores cronologistas e historiadores que pôde consultar. Os cálculos sobre as profecias do tempo não eram exclusivos de Miller, uma vez que, muitos outros estudiosos na primeira metade do século XIX também faziam uso. Como visto, Miller acreditava que a purificação do santuário consistia da purificação da terra e da igreja, que ocorreria imediatamente na segunda vinda de Cristo, no final dos 2300 anos, mais precisamente entre 1843 e 1844. 

Alberto Timm, vice diretor atual do White State, esclarece que, para Miller “a Terra seria “purificada pelo fogo” (2Pd. 3.7-12), e que a purificação envolvia a destruição dos ímpios da Terra, a purificação do planeta da “maldição do pecado”, e a preparação do mundo “para a recepção do estado da Nova Jerusalém”. A igreja de Deus, “seria purificada pela sua total redenção do pecado, sendo apresentada sem mácula ou ruga, e seria vestida de linho fino, puro e branco (ICo 1.7-8; Ef 5.16; Fp 3.20-21; IJo 3.2; Ap 19.8)” (TIMM, 2000). Os cálculos iniciais deste grande pregador o haviam conduzido “ao ano de 1843, aproximadamente”. No início de 1843 ele publicou  no New York tribune uma carta a Jousé V. 

Himes, tornando claro o que ele queria dizer pela expressão. Miller compreendia que o ano bíblico de 457 a.C. começara na primavera, ou mais especificamente, em 21 de março de 457 e que, portanto, o ano 2300 terminaria na primavera de 1843/1844. Desta forma, a purificação da Terra seria ou começaria em 1844. Miller anunciou no Tribune que o tempo não estaria além de alguma ocasião entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844. Mais tarde, perceberam que, a profecia dos 2300 anos não podia terminar senão até o outono de 1844. Ao estudarem o santuário mais detidamente concluíram que a purificação ocorreria no décimo dia do sétimo mês (ano judeu) em 22 de outubro de 1844. Entrando no ano que ficou conhecido como o ano do fim do mundo, Miller pregaria com mais fervor as boas novas da salvação e da segunda vinda de Cristo fazendo grandes apelos aos povos para se entregarem a Cristo. Suas mensagens consistiam em arrependimento, busca do perdão e obediência à Sua palavra. 

Miller pregou a mensagem da vinda de Cristo para a data de 1844 por quase todo o mundo. Este foi sem dúvida um dos maiores desapontamentos já presenciado pelo mundo cristão. Os que aguardavam com anseio pela segunda vinda de Cristo, ficaram totalmente perplexos, angustiados e desapontados. Eles haviam firmado todas as suas esperanças neste grandioso e mais esperado acontecimento. Tal desapontamento não foi tão agudo como deveria sê-lo no dia que se seguiu 22 de outubro até a chegada de novas revelações por parte de Deus. Devido ao desapontamento, muitos abandonaram a esperança, e embora muitos tenham abandonado definitivamente a fé, com o tempo, alguns retornaram buscando suas igrejas de origem enquanto que outros buscaram alguma nova igreja.

Dentre os que mantiveram a esperança e a fé, houve entre eles, muitas subdivisões. Poderíamos citar entre eles, dois grupos principais que surgiram como resultado do desapontamento, sendo o movimento da porta fechada, que acreditava que a data de 1844 estava correta, porém o evento da volta de Cristo   estava errado. Deste grupo é que surgiu o movimento adventista sabatista que mais tarde seria conhecido como Adventistas do Sétimo Dia. Os adventistas sabatistas, com base em Daniel 7:9-14, acreditavam que a data e os cálculos de Miller estavam corretos, porém o evento estava errado. Chegaram a esta conclusão porque perceberam em Daniel 7 que Cristo havia se dirigido ao ancião de Dias e não à Terra. Passaram a entender que Jesus havia passado do lugar santo para o santíssimo no santuário celestial (Hb 8:1,2; Ap 11:19). Naquele mesmo período surgiria também o movimento denominado porta aberta. Este movimento acreditava que a data estava errada. Deste mesmo grupo se ramificariam os movimentos adventistas da mortalidade da alma e os evangélicos adventistas.

Após o desapontamento, grande confusão foi o que marcou o movimento adventista milerita. A solidez que criaram ante aos cálculos matemáticos da volta de Cristo lhes trouxe grande choque e desalinho. Devido à forte decepção, muitos abandonaram a fé e imergiram no ceticismo, enquanto que outros retornaram as suas igrejas maternas. Preponderante para o processo de reestruturação das profecias concernentes à volta de Cristo, e da resolução das primeiras crenças fundamentais foi a participação dos primeiros líderes em intensas reuniões e grupos de exame da Bíblia. Reuniram-se em lugares diferentes (Portland/ME, Washington/NH, Port Gibson/NY), com pensamentos doutrinários desconjunto que mais tarde, após alcançarem a uniformidade, começaram a integrar as devidas crenças em um sistema harmônico. Entre os primeiros pioneiros, podemos destacar de forma bem significativa, José Bates, Tiago White e Ellen G. White. 

Destes três, provavelmente José Bates tenha sido o mais importante e influente para aquele contexto, uma vez que era o mais velho, experiente e mais versátil no conhecimento bíblico. A família White, na pessoa de Tiago e Ellen, também desempenharam papel extremamente importante e significativo na formação das primeiras doutrinas adventistas. As primeiras crenças foram erigidas durante um período de três anos (1844-1847), e demandaram dos primeiros líderes, muita oração, discussão e desmedido estudo da Bíblia. Como afirmou Tiago White em 1847, “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa. Constitui nossa única regra de fé e prática” (TIMM, 2000). Outros pioneiros adventistas que foram importantes para a igreja e para o seu desenvolvimento doutrinário: John Nevins Andrews (1829-1883), John Norton Loughborough (1832-1924), John Byington (1798-1887), J.H. Waggoner (1820-1889), Urias Smith (1832-1903), Anne Smith (1828-1855), Frederick Wheeler (1811-1910),  Hiran Edson (1806-1882).

Ao longo de três anos (1844-1847), algumas crenças fundamentais foram desenvolvidas e fundamentadas como resultado das intensas reuniões de estudo, oração e discussão. Estas doutrinas são de característica peculiar aos adventistas e houve uma ênfase maior em sua fundamentação devido ao confronto com outros cristãos que não compartilhavam do mesmo pensamento. Crenças como 1) A lei dos dez mandamentos e do sábado; 2) Segunda vinda de Cristo antes do milênio; 3) Ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial; 4) Imortalidade condicional da alma; e 5) da manifestação do dom profético na pessoa de Ellen White, além de serem as primeiras crenças fundamentadas e erigidas pelos primeiros líderes, foram aos poucos sendo integradas através dos dois principais blocos peculiares, a) o Santuário de Daniel 8:14; b) e as três mensagens Angélicas de Apocalipse 14:6-12.

Foi através de uma maior influência de José Bates que houve a perfilhação da crença da segunda vinda de Cristo em forma pessoal, visível e pré-milenial; da crença da imortalidade da alma; do sábado como dia de descanso bíblico; da teologia do Santuário e mais tarde, na data de 1846, ele ficou persuadido da legitimidade do dom profético na pessoa de Ellen White. Tiago White e Ellen White, ambos aceitaram significativamente as mesmas crenças abraçadas por José Bates, entretanto, há evidencias de que Tiago White só se convenceria do dom profético de Ellen somente no início de 1845.

Logo após o ano de 1846, especialmente no começo de 1847, estes líderes se encontravam conciliados nas principais crenças suscitadas, e agora remanescia o dever de esmerar e expandir o pré-sistema de doutrinas com o objetivo de transmiti-los aos outros. Dentro deste contexto, outros líderes vão reforçando o corpo teológico da igreja dando suas devidas contribuições para uma maior fundamentação das principais doutrinas adventistas. A propagação destas e outras verdades estabelecidas se deram através de dois meios, mediante a obra de publicação e das conferências bíblicas. As primeiras publicações foram divulgadas por intermédio da produção de inúmeros folhetos e pequenos livros que continham as verdades distintivas, ademais através das conferências bíblicas, especialmente as realizadas nos anos de 1848, 1849 e 1850. 

Os adventistas sabatistas, com base em Daniel 7:9-14, acreditavam que a data e os cálculos de Miller estavam corretos, porém o evento estava errado. Chegaram a esta conclusão porque perceberam em Daniel 7:13 e 14, que Cristo havia se dirigido ao ancião de Dias e não à Terra como supunha a mensagem de Miller. Também, baseado em Apocalipse 14:7, entenderam que era “chegada a hora” e não o dia do juízo. Isto os levou a compreender que naquela data Cristo, como ministro do santuário celestial, iniciaria o juízo investigativo. Portanto, os primeiros pioneiros, ao contrário da mensagem milerita, se convenceram de que o santuário que seria purificado transmitia uma realidade celestial e não terrestre. Na data de 23 de outubro de 1844, Hiram Edson, através da famosa visão no milharal, chegaria à compreensão definitiva que o santuário a ser purificado não podia ser nada que estivesse relacionado à Terra, portanto o acontecimento tinha que estar vinculado ao santuário celestial. 

Durante uma pequena caminhada ao milharal, conforme narrou Edson, “detive-me quase a meio do caminho” e “o céu parecia aberto aos meus olhos....Vi, distinta e claramente que, em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do Santíssimo do santuário celestial para vir á Terra, no décimo da do sétimo mês, no fim dos 2300 dias, Ele havia entrado pela primeira vez naquele dia no segundo compartimento daquele santuário; e que Ele tinha uma obra a realizar no Santíssimo antes de retornar à Terra” (TIMM, 2000). Estudos subsequentes estabeleceram fundamentos bíblicos para dar suporte a esta crença, e tanto Edson quanto os demais pioneiros foram convencidos por tal revelação. 

É importante compreender que não foram as visões de Edson ou de Ellen White que deram uma definição absoluta para tal crença, pois, estudos relacionados à mesma compreensão já era conhecido por alguns estudantes conservadores, liberais e dispensacionalistas da época. Portanto, assim ficou definido Daniel 8:14, que os 2300 dias/anos iniciariam com o decreto de Artaxerxes em 457 a.C. (Dn 9:25), terminando exatamente no ano de 1844. Esta predição revelaria que neste ano Cristo passaria do compartimento santo do santuário para o santíssimo, inaugurando a purificação do santuário celestial, ou seja, estaria sendo estabelecido o início da primeira fase do juízo denominado como juízo investigativo que perdurará até a segunda vinda de Jesus com o objetivo de estabelecer o juízo pré-advento e instaurar a expiação para o processo de apagamento dos pecados.


Gilberto Theiss - Extensão em arqueologia do oriente próximo pela UEPB, Bacharelando em Teologia pelo SALT, e é coordenador do curso de capacitação teológica pelo portal Alto Clamor.


Referências Bibliográficas para Consulta
CASALI, Victor. Historia de las Doctrinas Adventistas. Centro de Investigación White: Universidad Adventista Del Plata.
KNIGHT, George R. Em busca de Identidade: O desenvolvimento das Doutrinas Adventistas do Sétimo dia. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005.
KNIGHT, George R. Uma Igreja Mundial. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000.
LAND, Gary. Adventism in America: A History. Andrews University Press, Berrien Springs, USA.
THEISS, Gilberto G. A História Revelada e a Verdade Confirmada: A História do Adventismo em formato de Estudos. Feira de Santana, BA: Clínica dos Livros, 2011.
TIMM, Alberto R. História da igreja. Publicação autônoma: Institudo Adventista de Ensino. Engenheiro Coelho, IAE.
TIMM, Alberto R. O santuário e as Três Mensagens Angélicas: Fatores Integrativos no Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2000.
SCHARS, Richard W. e GREENLEAF, Floyd. Portadores de luz: A história da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009.