Ainda o Santuário
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Mas também o Santuário e todo seu ritual têm um sentido pedagógico
claro. Deus é um Deus de conceitos pedagógicos irrevogáveis. O
Tabernáculo tinha medidas exatas, configuração inteligente, área de
ventilação adequada, montagem simples para ser econômico, mas de bom
gosto para ser apreciado. Sua localização (no centro do arraial) era
feito para facilitar o acesso e fixar a ideia de que na vida do povo o
centro deve ser o lugar onde Deus habita.
Mas a última lição está nos rituais. Por que o sacrifício? Para ensinar.
Há uma frase que resume o verdadeiro ensino: “Conte-me e esquecerei,
ensina-me e lembrarei, envolva-me e aprenderei”. Os ensinamentos até a
construção do Santuário eram orais, depois vieram os mandamentos
escritos. Mas no santuário a fórmula final se concretiza. A cada
sacrifício havia obrigatoriamente o envolvimento de todos. Da oferta, do
ofertante, dos responsáveis pelo santuário, da família, dos membros da
tribo. Por isso o aprendizado era claro, coerente e inesquecível.
Por isso não esqueça que sua vida, fé e religião não devem ser um ato só
seu, isolado em segredo. Envolva outros, participe com suas obrigações
de membro: presença nos cultos, ofertas, dízimo, projetos. Senão, você
apenas será um ouvinte, mas vai esquecer; será ensinado, quem sabe vai
se lembrar; mas ao se envolver, irá aprender. “E me farão um santuário, e
habitarei no meio deles”, Êxodo 25:8.

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