quinta-feira, 31 de maio de 2012

Semana de Campanha de Evangelismo

É já nesta semana 28 de Maio a 02 de Junho, que está decorrendo a semana de Campanha de Evangelização no Município de Cacuaco.
Local de encerramento - Vila de Cacuaco ex-complexo sefopesca


Com Ministério Jovem, Ministério da Mulher e o Ministério Pessoal.


Organizado pelo Clube de Líderes do Município.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Evidências Proféticas

O escândalo que está acontecendo no Vaticano, desencadeado pelo vazamento de informações e cartas confidenciais do papa Bento XVI teve um novo desdobramento nesse fim de semana com a prisão do mordomo do papa, que é acusado pelo vazamento das cartas que resultaram em um livro, que descreve manobras internas da liderança católica e até mesmo uma guerra interna na entidade.

O mordomo Paolo Gabriele, de 46 anos, faz parte de um pequeno grupo de pessoas consideradas as mais próximas do papa no dia a dia, junto com seus dois secretários, os padres Georg Ganswein e Alfred Xuereb, quatro leigas italianas consagradas e uma freira alemã – que cuidam do apartamento papal.

Gabriele é romano, e trabalha no apartamento papal desde 2006. Sua prisão foi confirmada no fim de semana pelo vice-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Ciro Benedittini, pouco depois que o porta-voz, Federico Lombardi, informou que agentes de polícia localizaram “uma pessoa com posse ilegal de documentos reservados”. De acordo com o Estadão fontes afirmam que “uma grande quantidade de documentos reservados” foi encontrada na casa em que Gabriele vive com sua esposa e três filhos na Via de Porta Angelica, anexa ao Vaticano.

Por não haver prisões no Vaticano, Gabriele estaria detido em uma das três salas ‘seguras’ nos escritórios da força policial do Vaticano e, se condenado, poderá ser sentenciado a até 30 anos de prisão por posse ilegal de documentos de um chefe de Estado, e cumpriria a pena em uma prisão italiana, devido a um acordo entre o Vaticano e a Itália.

A prisão foi resultado de investigações guiadas pela Comissão Cardinalícia, criada no mês passado por Bento XVI para investigar os vazamentos, e aconteceu em meio à crise que o Vaticano está enfrentando em suas estruturas internas. Poucos dias antes da detenção de Gabriele, o Banco do Vaticano (IOR) destituiu seu presidente, Ettore Gotti Tedeschi, “por não ter cumprido com as obrigações do cargo” e por despertar “preocupações” pela sua gestão. E de acordo com a BBC, a imprensa italiana acredita que Tedeschi também tenha vazado documentos oficiais do Vaticano.

Nota: Ao invés de receber honrarias por ajudar a desarticular a máfia dentro do Vaticano, Gabriele poderá pegar até 30 anos de prisão. Imagine àqueles que, fiéis à Deus, não aceitarem a marca da besta no futuro próximo! "Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" Apocalipse 2:10

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Semana de Conferências e Escola Cristã de Férias



É já nesta semana de 21 a 25 de Maio de 2012, que decorre na Igrja Adventista Belém Cacuaco, a Semana Especial para as Crinças. Escola Cristã de Férias.

Com um dos Temas Pertinentes.
CDCR - Crinças e Deus Conectados pela Rede.





Moderadores

Coordenador: Manuel Dumbo Sampaio

Técnica de Som
Manuel Francisco

Professores

Alfredo João Tchiwale
Daniel Camati
Eunice Romeu
Faustino Martins
Joana do Nascimento Dala
Josefina Coxi Dala
Júlio Nambingue Tchicunga

Pereira Celestino
Rafael Romeu

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cinco Razões porque não vou ao Cinema!


Como um adventista que nasceu na igreja, vejo estampado no rosto dos nossos jovens hoje, o mesmo drama e conflito que vivi. É pecado ir ao cinema ou não? A igreja parece impotente para dar respostas convincentes, e os nossos jovens exigem uma que esteja escrita na Bíblia ou no Espírito de Profecia. No tempo de Ellen White não havia cinema, mas havia teatro e ela foi claramente contra. A igreja, no intuito de preservar os nossos jovens da influência do mundanismo, estabeleceu o estigma de que ir ao cinema é pecado. O cinema em si pode não ser ruim, contudo, a tradição religiosa da igreja diz que isso é pecado (tanto no Brasil, como nos Estados Unidos, para minha surpresa). Na realidade, o motivo da proibição , era impedir os nossos jovens de assistir aos filmes, e não de ir ao cinema em si.
Com o advento do viodeocassete, a igreja foi traída pela sua proibição, e agora todo mundo assiste em casa, e a polêmica definitivamente se estabeleceu. Ir ou não ir? Pode ou não pode?
Em primeiro lugar, temos que lembrar que para a pessoa que está realmente determinada a ir ao cinema, nada vai convencê-la do contrário. Contudo, as cinco razões que apresento aqui pode ajudar aqueles que são sinceros, e que, na dúvida, estão orando a Deus, querendo fazer a Sua vontade.
A Primeira Razão:
Vou usar como primeiro argumento aquilo que muitos jovens acham elementar. Se hoje você vai ao cinema e alguém o vê indo, essa pessoa pode ficar escandalizada, e isso é pecado.
Se o seu comportamento escandaliza o seu irmão, o princípio é claro ao dizer que é melhor não fazer. A Bíblia fala fortemente sobre esse princípio em I Coríntios 8. Paulo fala que alguns, não tendo conhecimento profundo da verdade, têm uma consciência fraca. No verso 9, Paulo estabelece o princípio quando diz: “vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos.”
Em I Coríntios 10:23 3 32, Paulo diz que “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm”. “não vos torneis causa de tropeço… para a igreja de Deus.” E o que mais me impressiona é a declaração do capítulo 8:12 quando Paulo diz: “E deste modo (referindo-se ao pecado do escândalo), pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais.” Se ao ir ao cinema, escandalizo a minha igreja ou o meu irmão, estou pecando contra Cristo, diz a Bíblia.
Segunda Razão:
Um princípio elementar, mas que não deixa de ser uma razão, é que ali é a “roda dos
escarnecedores”. Bem, você pode dizer que a “roda dos escarnecedores” está em todo lugar, no metrô, no ônibus, etc. Contudo, a “roda dos escarnecedores” do cinema é específica. O grupo que ali está, não está por uma necessidade, mas porque querem ir espontaneamente para satisfazer a si próprios e entreter o seu ego. Vão lá porque gostam e querem assistir ao filme, mas existe algo mais que o filme: como o ambiente, o escurinho, o silêncio, o som e o tamanho da tela. Tudo isso é planejado de uma maneira, não para fazer você assistir ao filme, mas para você entrar no filme.
Concordo com o salmista no Salmo 1:1, quando ele diz: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Creio que o cinema é uma roda específica de escarnecedores, que estão buscando um tipo de prazer que só lá dentro alcançarão. Será que ao ir ao cinema não estou me detendo no caminho dos pecadores?
Terceira Razão:
A escuridão do ambiente afeta tremendamente o ouvinte. Engraçado é que ninguém percebe e acha normal. E é aí que a gente vê como o diabo é sutil. O ambiente escuro é para ninguém ver ninguém, e para tentar colocar na sua cabeça que aquela imagem é uma realidade só sua, feita para você; ainda que seja só naquele momento. Seu subconsciente consegue captar mensagens que podem afetar profundamente sua maneira de ver, pensar e agir, baseado em imagens que muitas vezes nem sequer fazem parte do nosso mundo real.
Normalmente, não gostamos da escuridão. Temos medo. E tão logo entramos em um ambiente escuro, procuramos uma luz para acender. Entretanto, no cinema, as trevas têm por objetivo captar a sua mente, levando você a uma fantasia que não é a sua realidade. Pode parecer que não, mas ver o filme no escuro do cinema, e ver no claro na sala de estar da sua casa, faz uma grande diferença quanto à influência que você recebe. E às vezes, essa influência é involuntária, você nem a percebe, mas ela está lá. Ao escrever esta declaração, não estou defendendo a liberação de qualquer filme em casa, mas tentando mostrar que, definitivamente, o cinema não é um lugar para cristãos.
Quarta Razão:
O tamanho da tela gera uma imagem muito realística, que associada com o escuro, exerce um poder fascinante, transportando você da sua realidade para dentro de um mundo imaginário no filme. Como todo mundo nesta vida de pecado tem sonhos, os filmes não são outra coisa senão os sonhos dos seres humanos se tornando realidade. Daí porque o mundo está fascinado com Hollywood. Jamais a tela de um televisor, por maior que seja, vai exercer sobre você um poder tão fascinante como dentro do cinema. Se fizermos uma pesquisa com duas pessoas, sendo que uma assiste a dez filmes em casa, e depois dermos um questionário para elas responderem, buscando ver o efeito dos filmes no subconsciente, compreenderemos o poder do cinema, e por que a igreja está certa em dizer que ele é pecado.
Quinta Razão:
O último motivo pelo qual o cristão não deve ir ao cinema é simples. Eu até diria elementar, mas de uma sabedoria fantástica: “Na dúvida, não ultrapasse.” Por que correr o risco, se o assunto é polêmico? Será que jesus entraria com você no cinema? A mesma pergunta podeser feita quanto à escolha que você faz dos seus filmes. Será que ele sentaria com você napoltrona da sua casa e assistiria aos filmes que você está assistindo? acho que, na dúvida, não é bom ultrapassar. Que sabe esse último princípio, ainda que simples, possa salvar jovens que ainda não têm fé suficiente para compreender os quatro princípios anteriores. Talvez você não esteja convencido de que não deve ir, mas se a dúvida está no seu coração, é mais seguro não ir. Para aqueles que não têm dúvida, e que se sentem confortáveis em ir, achando que não há nada de mais, eu diria que a sua consciência não é um guia seguro. Você pode até estar sendo sincero no que faz, mas se caminhar na direção errada, perderá o jogo da vida eterna.
Certa vez, li uma história em que a Coca-Cola resolveu fazer um teste de marketing para testar o poder da imagem sobre o subconsciente das pessoas. Na produção de um filme para o cinema, eles incluíram várias vezes, no meio da projeção, rápidas imagens de uma garrafa de Coca-Cola . Os flashes eram rápidos como um relâmpago e, embora as pessoas vissem aquele rápido flash na tela, elas não conseguiam identificar a imagem. Na saída do cinema, eles colocaram bancas de Coca-Cola para vender e, à porta ,eles perguntavam às pessoas se elas podiam dizer o que viram na imagem dos flashes. Ninguém conseguiu dizer o que tinha visto na imagem, mas todos perceberam o flash rápido. Apesar de não terem notado a imagem da garrafa de Coca-Cola, 70% daqueles que assistiram ao filme, comprararm uma garrafa de Coca-Cola para beber, na saída do cinema. Os outros 30% não compraram, mas confessaram que estavam com vontade de beber. Essa experiência mostra que o poder do subconsciente de captar as imagens é muito grande. Somos afetados sem perceber, e aí reside o perigo.
Em minha opinião, a igreja está certa quanto a não ir ao cinema. Se bem que também devemos cuidar muito com o que assistimos em casa.
Hollywood está determinando o comportamento da sociedade moderna e criando filmes que, em lugar de entreter as pessoas, as levam a ficarem insatisfeitas com a sua vida, porque elas vêem nos filmes um mundo de sonhos e cores. A comparação é uma arma de Satanás para nos conduzir ao pecado. Ele fez isso no Éden, tentando comparar o homem a Deus. E hoje ele usa os meios mais sofisticados para levá-lo a comparar a realidade da sua vida com a imagem fantasiosa dos filmes. Se a sociedade pudesse imaginar o que existe por trás dessas produções, e como se situa o mundo artístico, talvez nem assistisse aos filmes que por eles são produzidos.
O critério para provar se um filme é bom ou não? Faça a pergunta: Poderia Jesus assistir comigo? Sim ou não? Lembre-se de que lá no Céu não existe o mundo imaginário dos filmes e das superproduções. Lá, sim, nos encontraremos com a verdadeira realidade dos nossos sonhos, e a tela, seja do cinema ou da TV, já não terá mais poder sobre nós, e nem existirá, porque Aquele que é real, nos transformará para as realidades eternas.
 
Fontes:
(Advento Blog e Blog Ação)

domingo, 13 de maio de 2012

Uma novidade interessantes na defesa do domingo


UMA NOVIDADE INTERESSANTE NA DEFESA DO DOMINGO

Temos analisado em várias oportunidades alguns argumentos de indivíduos que buscam justificar sua negligência ou desprezo pelo mandamento do sábado e após enumerar os vários tópicos de objeções à vigência do 4o. mandamento para o nosso tempo (aqueles velhos e surrados argumentos da “lei abolida”, “nova lei de amor a Deus e ao próximo”, “qualquer dia serve”, “sábado cerimonial”, etc.) notamos ao final um detalhe interessante. Como dizíamos num desses estudos, sob o título “O Argumento Que Faltou”:

* Curiosamente, a posição oficial das diferentes igrejas e seus grandes próceres e instrutores, de que o domingo foi adotado pela Igreja Cristã desde o mais remoto período de sua existência em substituição ao sábado do sétimo dia, é desprezada e passada por alto pelos seus modernos integrantes. Preferem apegar-se a argumentos que destroem o princípio de um dia de descanso divinamente determinado, mas não parecem capazes de oferecer nada melhor no lugar. São bons na destruição de um conceito, mas nada eficientes na construção de uma teologia que justifique tal atitude revisionista quanto ao ensino oficial e tradicional de suas próprias denominações a respeito da questão do dia de repouso. Só há uma explicação para isso—o reconhecimento de falta de embasamento bíblico para a instituição dominical.

Contudo, não é que finalmente aparece um advogado do domingo apresentando uma nova e revolucionária tese nesse sentido? O nome do “novidadeiro” é Harold Camping. Sua teologia particular de defesa do domingo é realmente bem engenhosa, mas só que jamais qualquer erudito cristão, mesmo dentre os mais entusiastas defensores do domingo como substituto do sábado bíblico, expressou-se segundo as linhas de seu raciocínio. Vejamos que teoria é essa, que por enquanto ainda não chegou ao Brasil, quanto saibamos, analisada pelo nosso erudito especialista em questões sábado/domingo, Dr. Samuele Bacchiocchi:

HAROLD CAMPING—DOMINGO: O DIA DE REPOUSO?Dr. Samuele Bacchiocchi

Em anos recente várias tentativas enganosas têm sido feitas para legitimizar o domingo como o dia de descanso bíblico. Por exemplo, em sua Carta Pastoral ‘Dies Domini’-O Dia do Senhor, o Papa João Paulo II promove a observância do domingo como um imperativo moral enraizado no Quarto Mandamento. Uma análise detalhada desse importante documento se encontra no capítulo 1 de The Sabbath Under Crossfire, intitulado “Papa João Paulo II e o Sábado”. [Obs.: Também temos um artigo que disponibilizamos a qualquer interessado onde há uma síntese desse capítulo referido].

Calendários europeus perpetuam o engano do domingo/sábado ordenando os dias da semana horizontalmente com a segunda-feira como o primeiro dia e o domingo como o sétimo dia. Tais calendários estão agora começando a aparecer nos EUA também. A intenção enganosa é fazer as pessoas crerem que o domingo é o sétimo dia bíblico que os cristãos devem observar.

A mais curiosa e irracional tentativa de defender o domingo como o sábado neotestamentário é, provavelmente, a de Harold Camping, Presidente e Fundador da emissora Radio Family—um ministério internacional de rádio e TV com estações poderosas em várias partes do mundo. Seu livreto Sunday: The Sabbath? e suas palestras por rádio e TV influenciam incontáveis cristãos em muitas partes do mundo.

Por muitos anos Camping tem ensinado que a ressurreição de Cristo no domingo assinala o fim da observância judaica do sábado e o início do domingo como um novo sábado cristão. O que é inusitado a respeito da teoria de Camping é a forma como ele defende sua posição, torcendo os relatos da ressurreição de Cristo como se acham em Mateus 28:1, Marcos 16:1, 2 e João 20:1. Quanto eu saiba, nenhum erudito observador do domingo apóia sua interpretação arbitrária dessas passagens. Contudo, seus pontos de vista são amplamente aceitos por um crescente número de cristãos.

Uma razão para a popularidade de Camping é o seu apelo à inerrância da Bíblia. Ele escreve: “Em seus autógrafos originais, ou manuscritos, a Bíblia é a infalível Palavra de Deus. É completamente inerrante. Não contém erros de qualquer forma que seja. Isso se dá porque os manuscritos originais foram ditados por Deus” (p. 1).

A inerrância para Camping significa que Deus controla tais detalhes como o uso singular ou plural da palavra “sábado”.
“Se Deus o tivesse desejado no plural [ou seja, a palavra sábado], Ele teria escrito no plural. Como vimos anteriormente, Deus insiste neste princípio em Gálatas 3:16 onde Deus fala de um verso na Bíblia onde a palavra ‘semente’ aparece no singular. Ele acentua que se trata do termo no singular, ‘semente’, não no plural ‘sementes’” (p. 3).

A inerrância para Camping significa que Deus ditou se uma palavra devia ser plural ou singular. Se isso fosse verdade então a linguagem da Bíblia seria a do Espírito Santo que ditou cada palavra a seus escritores. Tal noção é desmentida pela diferença em estilo, vocabulário e construção de sentença entre os vários livros da Bíblia. A gramática da Bíblia é humana, não divina. Isso é exemplificado pelo próprio exemplo de Gálatas 3:16 empregado por Camping.

Em Gálatas 3:16 Paulo argumenta que as promessas de Deus à semente de Abraão referem-se a Cristo, porque a palavra “semente” é singular, não plural. O fato é que no grego a palavra para semente-sperma, é um termo coletivo empregado com sentido tanto singular quanto plural. O próprio Paulo emprega a mesma palavra sperma poucos versos depois numa forma plural quando fala dos crentes como sendo “semente de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gál. 3:29). O fraco argumento paulino dificilmente dá apoio à alegação de Camping de que “Deus fala de um verso na Bíblia onde o termo singular ‘semente’ aparece no singular” (p. 3).

Deus não pode ser responsabilizado pelo falho argumento gramatical paulino. Este ponto será esclarecido brevemente em nosso estudo dos argumentos da inerrância. Veremos que pessoas como Camping argumentam em prol da inerrância para justificar suas crenças doutrinárias. Por fim, a preocupação deles é justificar a validade de seus ensinos, antes que provar que a Bíblia é absolutamente livre de erros.

Durante os últimos 10 anos tenho recebido não menos do que 50 exemplares do livreto de Camping, Sunday: The Sabbath? [Domingo: O Sábado?], bem como centenas de mensagens de pessoas confusas por seus ensinos. No sábado passado, 16 de agosto de 2003, um irmão adventista levantou-se com um exemplar do livreto de Camping num encontro no Brooklyn, NY. Ele me perguntou se eu havia dado resposta a seus argumentos. Eu lhe garanti que faria isto neste boletim. A razão porque tenho ignorado Camping durante os últimos 10 anos, é simplesmente porque sua interpretação dos textos bíblicos é tão irracional que nem merece uma análise erudita.

Os Ensinos de Harold Camping

Em termos simples, Camping tenta provar, basicamente firmado em Mateus 28:1 e textos relacionados (Marcos 16:1, 2; João 20:1), que a ressurreição de Cristo no domingo assinala o término do sábado do Velho Testamento e a inauguração do domingo como novo sábado cristão. Ele chega a essa conclusão torcendo o sentido desses textos.

Mateus 28:1 assim reza: “E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro” Camping sustenta que essa tradução da Bíblia, bem como as demais versões modernas, estão equivocadas. Por quê? Porque supostamente dão sentido errado ao significado literal de “sábados”, que ocorre duas vezes no texto grego. Em sua opinião o texto devia ser traduzido como segue: “‘No final dos sábados [plural], ao despontar o primeiro dos sábados [não ‘semanas’]” (pp. 4-5).

Com base nessa tradução, Camping conclui que “a frase ‘no fim do sábado’ podia ser expandida para dizer, ‘Agora que a era dos sábados veterotestamentários chegou a um fim. . .’” (p. 8). Semelhantemente, ele interpreta a frase “quando já despontava o primeiro dia da semana” como devendo significar: “Deus tem uma nova era de sábados. É o domingo pela manhã; é o despontar de uma nova era de sábados. . . . Não é somente um sábado que está se iniciando. Deus está ensinando que há uma série toda de sábados a vir. Deus está dizendo, por Sua própria definição, que esses novos sábados são cada e todo domingo” (p. 9).

Segundo Camping, os cristãos têm falhado em perceber sua interpretação do texto, porque os tradutores cometeram dois erros ao traduzir a passagem. Primeiro, traduziram a primeira palavra “sábados”, que é tanto plural quanto singular: “No fim do sábado”. Segundo Camping a frase devia ser “no fim dos sábados [plural]”, isto é, ao final dos sábados do Velho Testamento.

O segundo erro é que traduziram a segunda ocorrência de “sábados” [plural] como singular “semana”. Segundo Camping a frase devia dizer: “ao despontar do primeiro dos sábados—não ‘semana’“ (pp. 4, 5). Ele interpreta isto como querendo dizer a inauguração do domingo como o novo sábado cristão. Vejamos agora quem está errado, Camping ou os tradutores?

CINCO PRINCIPAIS DEFEITOS NOS ARGUMENTOS DE CAMPING
Há cinco principais falhas nos argumentos de Camping que destroem a validade de suas conclusões. Examinemo-las brevemente.
Primeiro, Camping interpreta duas declarações temporais concernentes ao tempo da ressurreição de Cristo, ou seja, “no fim do sábado” e “quando já despontava o primeiro dia da semana” como pronunciamentos teológicos sobre o término do sábado do VT e a inauguração do domingo como o novo sábado cristão.

Tal interpretação arbitrária reflete a falta de senso comum básico. Nenhum estudante sensato da Bíblia consideraria a hipótese de transformar uma declaração temporal concernente à Ressurreição de Cristo, num pronunciamento teológico a respeito do término da observância do sábado e inauguração da observância do domingo. É evidente que falta a Camping a capacidade de raciocinar logicamente. Ele precisa aprender a respeitar a natureza da passagem. Transformar uma declaração temporal num pronunciamento teológico significa violar o sentido intencionado da passagem.

Em segundo lugar, Camping ignora que no grego o plural “sábados—ta sabbata”, é amiúde empregado com um sentido singular. Seu problema não é a sua ignorância. Todos somos ignorantes em muitas áreas. Antes, é sua indisposição em superar sua ignorância por ler alguns léxicos e dicionários padrão que definem o emprego do termo “sábado”. Por exemplo, se Camping tivesse tomado tempo para ler o estudo erudito de 35 páginas do uso de “Sabbaton-Sábado”, como se acha no volume 7 do The Theological Dictionary of the New Testament, (que é o mais respeitado estudo de palavras no NT), ele teria aprendido que “o plural ‘ta sabbata’ [sábados] pode ter três sentidos: 1. vários sábados . . . , 2. um sábado (a despeito do plural) . . . 3. a semana completa, no uso do hebraico” (p. 7). Cada um desses significados é amplamente documentado no artigo. Para efeito de brevidade eu não vou sobrecarregar o leitor com a documentação.

Tivesse Camping tomado tempo para aprender o simples fato de que a forma plural de “sábados” é freqüentemente empregada no grego com o sentido singular de um único sábado, ele não teria cometido o equívoco de interpretar o plural “sábados” como um pronunciamento teológico quanto ao término do sábado do VT e inauguração dos sábados no NT. Teria reconhecido que o texto fala somente a respeito do tempo da Ressurreição, ou seja, ao fim do sábado e despontar do primeiro dia da semana—e não a respeito da mudança do sábado pelo domingo. O problema não está com traduções defeituosas, mas com a ignorância de Camping de como o termo “sábados” era na época empregado.

Em terceiro lugar, Camping ignora um fato básico de que no grego, como no hebraico, o termo plural “sábados-ta sabbata” era comumente empregado para designar a semana como um todo. A razão é que os dias da semana eram numerados com referência ao sábado. Quando os romanos adotaram dos judeus os sete dias da semana pouco antes da era cristã, eles deram a cada dia um nome de um deus planetário. Foi assim que tivemos nossa semana planetária [N.T.: em inglês e outros idiomas]. Mas os judeus e os cristãos primitivos davam nomes aos dias da semana enumerando os dias com referência ao sábado. Assim, Mateus 28:1 corretamente refere-se ao domingo como “o primeiro dos sábados—mia sabbaton”. Essa era a designação comum do domingo.

É lamentável que Camping nunca tomou tempo para aprender esse bem conhecido emprego do termo “sábado” para designar a semana como um todo, bem como os dias reais da semana. Se ele tivesse aprendido este simples fato, não se teria posto a acusar os tradutores de alterarem arbitrariamente a frase “o primeiro dos sábados” como “o primeiro dia da semana” (p. 5). Os tradutores sabiam o que estavam fazendo. É Camping que não sabe sobre o que está escrevendo.

Um bom exemplo da ignorância de Camping é esta declaração: “Não encontramos justificativa bíblica para traduzir a palavra grega ‘sábado’ como ‘semana’“ (p. 5).O fato é que há numerosos exemplos bíblicos do emprego do termo “sábado-sabbaton” para designar a semana. O Young’s Analytical Concordance of the Bible alista nove casos (p. 1041). Um desses é Lucas 18:12, onde o fariseu se vangloria, dizendo: “Jejuo duas vezes por semana (em grego sabbaton)”.
Ao rejeitar o emprego comum do termo “sábado” para designar a “semana”, Camping alega que “Lucas 18:12 devia ser traduzido por, ‘Jejuo duas vezes no sábado” (p. 6).

Essa tradução arbitrária é desacreditada não só pelo emprego comum do termo sábado para designar a semana, mas também pelo fato de que nenhum jejum era permitido pelos fariseus no sábado. O sábado era um dia de regozijo, e nenhum jejum ou lamentação ocorriam nesse dia. Finalmente, o jejum aos sábados foi introduzido pelo Bispo de Roma como um método para desviar os cristãos da guarda do sábado e induzi-los à observância do domingo. Mas este é um acontecimento posterior, totalmente sem relação à prática dos fariseus em jejuar duas vezes por semana. Segundo o Didaquê 8:1—um antigo documento cristão da última pare do primeiro século—os fariseus jejuavam às segundas- e quintas-feiras.

Um quarto fato ignorado por Camping é a continuidade da observância do sábado, especialmente entre judeus cristãos. Seu pressuposto de que o evento da ressurreição de Cristo, como relatado nos Evangelhos, assinala o término do sábado veterotestamentário e a inauguração do domingo como o novo sábado cristão é negado pela continuidade da observância do sábado, especialmente entre os descendentes diretos dos cristãos de Jerusalém (para documentação ver From Sabbath to Sunday, pp. 156, 157). Como podia Mateus, escrevendo a leitores judeus-cristãos, dizer que a ressurreição de Cristo terminou o sábado do VT e inaugurou o domingo como o sábado do NT, quando esses eram ainda “zelosos da lei” (Atos 21:20) em geral e do sábado em particular?

Um quinto e último ponto ignorado por Camping, é a falta de qualquer significado litúrgico ligado ao dia da ressurreição de Cristo no NT. Se Cristo desejasse tornar o Dia de Sua ressurreição um dia memorial a ser celebrado no domingo semanal e no domingo de Páscoa anual, não teria Ele feito algo a respeito? Não teria Ele convidado as mulheres primeiro e os discípulos depois a celebrarem a Ressurreição?

Observem que as instituições bíblicas como o sábado, o batismo, a Ceia do Senhor, todos traçam sua origem a um ato divino que os estabeleceu. Mas nem Cristo nem os apóstolos fizeram qualquer tentativa de estabelecer uma celebração dominical da Ressurreição. A razão é simples. A Ressurreição era vista como uma realidade existencial a ser celebrada por viver vitoriosamente pelo poder do Salvador ressurreto, não uma prática litúrgica a ser observada no domingo semanal ou domingo de Páscoa.

Paulo ora para que pudesse conhecer “o poder da ressurreição” (Fil. 3:10), mas ele nunca menciona o dia da Ressureição. De fato, o domingo nunca é chamado “dia da Ressurreição” no Novo Testamento, nem mesmo na literatura patrística dos primeiros tempos. O primeiro uso da frase aparece nos escritos de Eusébio de Cesaréia (cerca de 325 AD).

Conclusão

Foi uma tarefa desagradável expor as interpretações irracionais e infundadas de Harold Camping. A necessidade surgiu pela influência de seus ensinos que alcançam pessoas ao redor do mundo mediante o seu ministério de rádio e TV, bem como por publicações. Quero crer que Camping seja sincero, mas está sinceramente enganado. Concedamos a ele o benefício da dúvida. De minha parte, estou preparado para ajudá-lo mandando-lhe não só uma cópia de minha resposta, mas também um pacote de meus livros sobre o sábado. Se ele responder, terei satisfação de compartilhar a informação com vocês.

Origem pagã do domingo é admitido por BATISTAS


O Dr. EDWARD T. HISCOX, autor de um Manual da Igreja Batista, numa conferência para ministros da denominação batista, realizada cm Nova York, no dia 13 de novembro de 1893, leu extenso discurso sobre a mudança do sábado para o domingo.
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Um discurso magnífico, de que não me furto ao prazer de citar trechos para os amigos batistas que nos combatem aqui no Brasil. Esse discurso foi parcialmente reproduzido no The Watchman Examiner, órgão batista editado em Nova York, edição de 16 de novembro de 1893.
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Eis alguns trechos reproduzidos ipsis verbis, como constam do jornal em apreço:
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"Havia e há um mandamento para santificar-se o sábado, mas aquele sábado não era o domingo. Será dito, talvez, e com ostentação de triunfo, que o sábado foi transferido do sétimo para o primeiro dia da semana, com todos os seus deveres, privilégios e sanções.
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"Desejando ardentemente informações sobre este assunto, que tenho estudado por muitos anos, pergunto: Onde se pode achar o relato de tal transferência? Não no Novo Testamento, absolutamente não! Não há na Escritura evidência de mudança da instituição do sábado, do sétimo para o primeiro dia da semana.
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"Desejo dizer que esta questão do sábado – deste ponto de vista – é a questão mais séria e embaraçosa relacionada com as instituições cristãs que atualmente reclamam a atenção do povo cristão; e a única razão por que não é ela um elemento de perturbação no pensamento cristão e nas discussões religiosas, é porque O MUNDO CRISTÃO A TEM ACEITADO com a convicção de que se efetuou qualquer transferência já no princípio da história cristã. ...
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"É para mim incompreensível que Jesus, vivendo durante três anos com Seus discípulos, conversando com eles muitas vezes sobre a questão do sábado, tratando-a nos seus vários aspectos, ressalvando-a das falsas interpretações, nunca Se referisse a uma transferência desse dia; mesmo durante os quarenta dias de vida após Sua ressurreição, tal coisa não foi indicada. Nem tampouco, quanto ao que saibamos, o Espírito Santo, que fora enviado para lhes fazer lembrar tudo quanto haviam aprendido, tratou desta questão. Nem ainda os apóstolos inspirados, pregando o Evangelho, fundando igrejas, aconselhando e instruindo, discutiram ou abordaram este assunto.
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"Além disso estou bem certo de que o domingo foi posto em uso como dia religioso, bem no princípio da história cristã, pois ASSIM APRENDEMOS DOS PAIS DA IGREJA e de outras fontes. MAS QUE PENA TER VINDO ELE ESTIGMATIZADO COM A MARCA DO PAGANISMO E CRISMADO COM O NOME DO DEUS SOL, QUANDO ADOTADO E SANCIONADO PELA APOSTASIA PAPAL, E DADO AO PROTESTANTISMO COM UM LEGADO SAGRADO." (Grifos e versais nossos).
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Aí está uma confissão honesta. O domingo não tem sanção escriturística. É invenção humana e procede de fonte impura: paganismo.
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Vamos citar outra confissão honesta relativa à origem extrabíblica do domingo, feita por outro renomado pastor batista e, notem bem, da Primeira Igreja Batista de Dayton, Estado de Ohio, EE. UU. Extraímo-la do The Watchman Examiner, órgão oficial da denominação batista, edição de 25 de outubro de 1956.
O Pastor ALBERT CALHOUN PITTMAN declara textualmente:
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"... aqueles primitivos cristãos sentiram a necessidade de se reunirem em tempos aprazados para a adoração. Assim começaram a se reunir no primeiro dia do semana, para comemorarem a ressurreição de Cristo dentre os mortos.
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"Primitivamente reuniam-se no domingo de manhã porque a domingo não era um dia feriado MAS SIM UM DIA DE TRABALHO NORMAL como os demais. Em uma carta escrita por Plínio ao imperador Trajano, e que tem sido preservada, lemos que aqueles antigos cristãos tinham uma breve reunião ao romper do dia no primeiro dia da semana, cantavam um hino a Cristo, ligavam-se por um voto de companheirismo, partilhavam uma merenda religiosa e EM SEGUIDA RETORNAVAM AO SEU TRABALHO, para os seus labores da semana." (Grifos e versais nossos, para realce)
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Isto quer dizer que o ilustre ministro batista concorda com a realidade histórica; com o fato indestrutível: O DOMINGO É INVENÇÃO HUMANA!!!
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Aqui mesmo no Brasil ocorreu, há 40 anos um fato interessante. Os batistas, movidos de espírito polêmico atacavam, pela imprensa, o aspersionismo e o pedobatismo pelo fato de um órgão presbiteriano defender essas práticas. Num desses ataques, O Jornal Batista aventou a idéia de que não há na Bíblia prova taxativa para justificar o batismo de crianças, e isso era uma razão para não o aceitar. Em réplica, O Puritano, órgão então oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, editado no Rio em edição de 7 de maio de 1925, afirmava:
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"Se, pelo fato de não termos na Bíblia uma prova absoluta e taxativa para o batismo infantil, isto tira o valor da doutrina, diga-nos aqui à puridade o bom do Jornal [órgão batista]: em que fica o colega com a guarda do domingo e não do sábado? Pode o colega mostrar no Novo Testamento, de modo positivo, um mandamento para mostrar a guarda do domingo? DAMOS DOIS MIL CONTOS ao colega se no-la apresentar. ..." (Grifos e versais nossos).
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E o órgão batista mudou de conversa... perdeu ótima oportunidade de abocanhar dois milhões de cruzeiros, naqueles tempos... Por quê? Porque a guarda do domingo, bem como o aspersionismo e o pedobatismo, são práticas pagãs que se infiltraram na igreja cristã. Gradativamente, em função da apostasia e da acomodação com o Estado. É o que nos diz a História. Mas a nossa regra de fé é a Bíblia, e o que nela não consta, deve ser rejeitado.
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Bem, noutro tópico eu chamei a atenção do nosso irmão Marlington quanto ao uso da palavra "hipócrita" que creio ser muito severa. Acho que seria melhor dizer "incoerente", pois realmente se aceitam a validade e vigência do 4o. mandamento como princípio originário da criação do mundo, portanto moral e universal, então não há porque acatar o que vem da mera tradição católica, como é o domingo. E, pior, vem do mais negro paganismo, como pastores batistas admitiram.

Semana de Conferências Bíblicas

É já na Próxima semana dia 19 à 26 de Maio do corrente Ano que terá inicio a Semana de Conferências Bíblicas na Igreja Adventista do Sétimo Dia Belém Cacuaco em Luanda Angola.

Conferencista da Semana Especial: Irmao Festo Felisberto.


HISTÓRIA: Síntese da origem do Adventismo no mundo e sua formação Doutrinária. 168 anos de existência



Mudanças radicais ocorreram no final do século dezoito e início do século dezenove. Muitas mudanças de cunho político, social e religioso deram uma nova abertura ao período que abrangeu o início do século dezenove. Mudanças tais que proporcionaram a alavancada do movimento adventista sabatista. A revolução americana, francesa e a intensificação do período de liberdade e democracia contribuíram para que o movimento tivesse liberdade de florescer livremente, o que não ocorreria caso o movimento tivesse surgido no período medieval e moderno com as inquisições, cruzadas e intolerâncias religiosas.

O milerismo começou com um homem chamado Guilherme Miller, fazendeiro não muito comum, era o mais velho entre 15 irmãos. Por sua curiosidade e sede pelo conhecimento desenvolveu um conhecimento básico da Bíblia e através de muita leitura, desenvolveu também um bom conhecimento da história secular. Em sua jornada de estudos da Bíblia, ao perceber que os comentaristas bíblicos se diferiam largamente entre si, decidiu usar somente a “Bíblia e uma Concordância de Cruden”, e permitir que a Bíblia sozinha fosse sua própria intérprete. Guilherme Miller estudou verso por verso da Escritura partindo de Gênesis e terminando em Apocalipse, com o objetivo de, cuidadosamente, fundamentar satisfatóriamente suas interpretações. Seu parcial conhecimento de história o ajudou a compreender melhor as profecias de Daniel, podendo contribuir com muitas das interpretações que apontavam para os últimos eventos e para a segunda vinda de Cristo. 

As primeiras mensagens que Miller pregou incluíam os sinais da segunda vinda, o dia escuro de 19 de maio de 1780, o miraculoso sinal da queda das estrelas em 13 de novembro de 1833 e posteriormente a profecia das 2300 tardes e manhãs. Daniel 8:14 foi o principal ponto da esperança escatológica de Miller e de seus ouvintes mais próximos. Com base neste verso, os mileritas trataram extensivamente do santuário, das 2300 tardes e manhãs e da purificação do santuário. Os estudos e as interpretações feitas por Miller levou-o à conclusão de que a palavra “santuário”, em Daniel 8:14, seria uma referência da igreja cristã qualificada como igreja do Deus vivo ou povo de Deus em todo o mundo, além de o verdadeiro santuário que Deus havia construído através de Cristo. 

Embora Miller sustentasse até o fim de sua carreira que o santuário representava a igreja, aos poucos desenvolveu conceitos paralelos de que o santuário poderia também referir-se à Terra. Para Miller, baseado na teoria dia/ano de Ezequiel 4:6-7 e Números 14:34, os 2300 dias eram simbólicos por natureza e deveriam ser compreendidos como 2300 anos literais. Ele alegava que, ao considerar cada dia como um ano, estaria se harmonizando com os principais comentaristas protestantes, e na predisposição de que o período das “setenta semanas” de Daniel 9:24-27, que já haviam sido cumpridas como 490 anos, era apenas a primeira parte dos 2300 anos, e se a primeira parte estabeleceu seu cumprimento, a segunda e última parte que estenderia até 1843 também estabeleceria cumprimento.

Miller e seus seguidores entendiam que os 2300 dias se inciaria em 457 a.C. e findaria em 1843 d.C. Ele havia se convencido de que, a publicação do decreto de Artaxerxes para a reconstrução dos muros de Jerusalém, em 457 a.C., era a data adequada para o início do período profético. É válido lembrar que, ele se baseou dos melhores cronologistas e historiadores que pôde consultar. Os cálculos sobre as profecias do tempo não eram exclusivos de Miller, uma vez que, muitos outros estudiosos na primeira metade do século XIX também faziam uso. Como visto, Miller acreditava que a purificação do santuário consistia da purificação da terra e da igreja, que ocorreria imediatamente na segunda vinda de Cristo, no final dos 2300 anos, mais precisamente entre 1843 e 1844. 

Alberto Timm, vice diretor atual do White State, esclarece que, para Miller “a Terra seria “purificada pelo fogo” (2Pd. 3.7-12), e que a purificação envolvia a destruição dos ímpios da Terra, a purificação do planeta da “maldição do pecado”, e a preparação do mundo “para a recepção do estado da Nova Jerusalém”. A igreja de Deus, “seria purificada pela sua total redenção do pecado, sendo apresentada sem mácula ou ruga, e seria vestida de linho fino, puro e branco (ICo 1.7-8; Ef 5.16; Fp 3.20-21; IJo 3.2; Ap 19.8)” (TIMM, 2000). Os cálculos iniciais deste grande pregador o haviam conduzido “ao ano de 1843, aproximadamente”. No início de 1843 ele publicou  no New York tribune uma carta a Jousé V. 

Himes, tornando claro o que ele queria dizer pela expressão. Miller compreendia que o ano bíblico de 457 a.C. começara na primavera, ou mais especificamente, em 21 de março de 457 e que, portanto, o ano 2300 terminaria na primavera de 1843/1844. Desta forma, a purificação da Terra seria ou começaria em 1844. Miller anunciou no Tribune que o tempo não estaria além de alguma ocasião entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844. Mais tarde, perceberam que, a profecia dos 2300 anos não podia terminar senão até o outono de 1844. Ao estudarem o santuário mais detidamente concluíram que a purificação ocorreria no décimo dia do sétimo mês (ano judeu) em 22 de outubro de 1844. Entrando no ano que ficou conhecido como o ano do fim do mundo, Miller pregaria com mais fervor as boas novas da salvação e da segunda vinda de Cristo fazendo grandes apelos aos povos para se entregarem a Cristo. Suas mensagens consistiam em arrependimento, busca do perdão e obediência à Sua palavra. 

Miller pregou a mensagem da vinda de Cristo para a data de 1844 por quase todo o mundo. Este foi sem dúvida um dos maiores desapontamentos já presenciado pelo mundo cristão. Os que aguardavam com anseio pela segunda vinda de Cristo, ficaram totalmente perplexos, angustiados e desapontados. Eles haviam firmado todas as suas esperanças neste grandioso e mais esperado acontecimento. Tal desapontamento não foi tão agudo como deveria sê-lo no dia que se seguiu 22 de outubro até a chegada de novas revelações por parte de Deus. Devido ao desapontamento, muitos abandonaram a esperança, e embora muitos tenham abandonado definitivamente a fé, com o tempo, alguns retornaram buscando suas igrejas de origem enquanto que outros buscaram alguma nova igreja.

Dentre os que mantiveram a esperança e a fé, houve entre eles, muitas subdivisões. Poderíamos citar entre eles, dois grupos principais que surgiram como resultado do desapontamento, sendo o movimento da porta fechada, que acreditava que a data de 1844 estava correta, porém o evento da volta de Cristo   estava errado. Deste grupo é que surgiu o movimento adventista sabatista que mais tarde seria conhecido como Adventistas do Sétimo Dia. Os adventistas sabatistas, com base em Daniel 7:9-14, acreditavam que a data e os cálculos de Miller estavam corretos, porém o evento estava errado. Chegaram a esta conclusão porque perceberam em Daniel 7 que Cristo havia se dirigido ao ancião de Dias e não à Terra. Passaram a entender que Jesus havia passado do lugar santo para o santíssimo no santuário celestial (Hb 8:1,2; Ap 11:19). Naquele mesmo período surgiria também o movimento denominado porta aberta. Este movimento acreditava que a data estava errada. Deste mesmo grupo se ramificariam os movimentos adventistas da mortalidade da alma e os evangélicos adventistas.

Após o desapontamento, grande confusão foi o que marcou o movimento adventista milerita. A solidez que criaram ante aos cálculos matemáticos da volta de Cristo lhes trouxe grande choque e desalinho. Devido à forte decepção, muitos abandonaram a fé e imergiram no ceticismo, enquanto que outros retornaram as suas igrejas maternas. Preponderante para o processo de reestruturação das profecias concernentes à volta de Cristo, e da resolução das primeiras crenças fundamentais foi a participação dos primeiros líderes em intensas reuniões e grupos de exame da Bíblia. Reuniram-se em lugares diferentes (Portland/ME, Washington/NH, Port Gibson/NY), com pensamentos doutrinários desconjunto que mais tarde, após alcançarem a uniformidade, começaram a integrar as devidas crenças em um sistema harmônico. Entre os primeiros pioneiros, podemos destacar de forma bem significativa, José Bates, Tiago White e Ellen G. White. 

Destes três, provavelmente José Bates tenha sido o mais importante e influente para aquele contexto, uma vez que era o mais velho, experiente e mais versátil no conhecimento bíblico. A família White, na pessoa de Tiago e Ellen, também desempenharam papel extremamente importante e significativo na formação das primeiras doutrinas adventistas. As primeiras crenças foram erigidas durante um período de três anos (1844-1847), e demandaram dos primeiros líderes, muita oração, discussão e desmedido estudo da Bíblia. Como afirmou Tiago White em 1847, “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa. Constitui nossa única regra de fé e prática” (TIMM, 2000). Outros pioneiros adventistas que foram importantes para a igreja e para o seu desenvolvimento doutrinário: John Nevins Andrews (1829-1883), John Norton Loughborough (1832-1924), John Byington (1798-1887), J.H. Waggoner (1820-1889), Urias Smith (1832-1903), Anne Smith (1828-1855), Frederick Wheeler (1811-1910),  Hiran Edson (1806-1882).

Ao longo de três anos (1844-1847), algumas crenças fundamentais foram desenvolvidas e fundamentadas como resultado das intensas reuniões de estudo, oração e discussão. Estas doutrinas são de característica peculiar aos adventistas e houve uma ênfase maior em sua fundamentação devido ao confronto com outros cristãos que não compartilhavam do mesmo pensamento. Crenças como 1) A lei dos dez mandamentos e do sábado; 2) Segunda vinda de Cristo antes do milênio; 3) Ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial; 4) Imortalidade condicional da alma; e 5) da manifestação do dom profético na pessoa de Ellen White, além de serem as primeiras crenças fundamentadas e erigidas pelos primeiros líderes, foram aos poucos sendo integradas através dos dois principais blocos peculiares, a) o Santuário de Daniel 8:14; b) e as três mensagens Angélicas de Apocalipse 14:6-12.

Foi através de uma maior influência de José Bates que houve a perfilhação da crença da segunda vinda de Cristo em forma pessoal, visível e pré-milenial; da crença da imortalidade da alma; do sábado como dia de descanso bíblico; da teologia do Santuário e mais tarde, na data de 1846, ele ficou persuadido da legitimidade do dom profético na pessoa de Ellen White. Tiago White e Ellen White, ambos aceitaram significativamente as mesmas crenças abraçadas por José Bates, entretanto, há evidencias de que Tiago White só se convenceria do dom profético de Ellen somente no início de 1845.

Logo após o ano de 1846, especialmente no começo de 1847, estes líderes se encontravam conciliados nas principais crenças suscitadas, e agora remanescia o dever de esmerar e expandir o pré-sistema de doutrinas com o objetivo de transmiti-los aos outros. Dentro deste contexto, outros líderes vão reforçando o corpo teológico da igreja dando suas devidas contribuições para uma maior fundamentação das principais doutrinas adventistas. A propagação destas e outras verdades estabelecidas se deram através de dois meios, mediante a obra de publicação e das conferências bíblicas. As primeiras publicações foram divulgadas por intermédio da produção de inúmeros folhetos e pequenos livros que continham as verdades distintivas, ademais através das conferências bíblicas, especialmente as realizadas nos anos de 1848, 1849 e 1850. 

Os adventistas sabatistas, com base em Daniel 7:9-14, acreditavam que a data e os cálculos de Miller estavam corretos, porém o evento estava errado. Chegaram a esta conclusão porque perceberam em Daniel 7:13 e 14, que Cristo havia se dirigido ao ancião de Dias e não à Terra como supunha a mensagem de Miller. Também, baseado em Apocalipse 14:7, entenderam que era “chegada a hora” e não o dia do juízo. Isto os levou a compreender que naquela data Cristo, como ministro do santuário celestial, iniciaria o juízo investigativo. Portanto, os primeiros pioneiros, ao contrário da mensagem milerita, se convenceram de que o santuário que seria purificado transmitia uma realidade celestial e não terrestre. Na data de 23 de outubro de 1844, Hiram Edson, através da famosa visão no milharal, chegaria à compreensão definitiva que o santuário a ser purificado não podia ser nada que estivesse relacionado à Terra, portanto o acontecimento tinha que estar vinculado ao santuário celestial. 

Durante uma pequena caminhada ao milharal, conforme narrou Edson, “detive-me quase a meio do caminho” e “o céu parecia aberto aos meus olhos....Vi, distinta e claramente que, em lugar de nosso Sumo Sacerdote sair do Santíssimo do santuário celestial para vir á Terra, no décimo da do sétimo mês, no fim dos 2300 dias, Ele havia entrado pela primeira vez naquele dia no segundo compartimento daquele santuário; e que Ele tinha uma obra a realizar no Santíssimo antes de retornar à Terra” (TIMM, 2000). Estudos subsequentes estabeleceram fundamentos bíblicos para dar suporte a esta crença, e tanto Edson quanto os demais pioneiros foram convencidos por tal revelação. 

É importante compreender que não foram as visões de Edson ou de Ellen White que deram uma definição absoluta para tal crença, pois, estudos relacionados à mesma compreensão já era conhecido por alguns estudantes conservadores, liberais e dispensacionalistas da época. Portanto, assim ficou definido Daniel 8:14, que os 2300 dias/anos iniciariam com o decreto de Artaxerxes em 457 a.C. (Dn 9:25), terminando exatamente no ano de 1844. Esta predição revelaria que neste ano Cristo passaria do compartimento santo do santuário para o santíssimo, inaugurando a purificação do santuário celestial, ou seja, estaria sendo estabelecido o início da primeira fase do juízo denominado como juízo investigativo que perdurará até a segunda vinda de Jesus com o objetivo de estabelecer o juízo pré-advento e instaurar a expiação para o processo de apagamento dos pecados.


Gilberto Theiss - Extensão em arqueologia do oriente próximo pela UEPB, Bacharelando em Teologia pelo SALT, e é coordenador do curso de capacitação teológica pelo portal Alto Clamor.


Referências Bibliográficas para Consulta
CASALI, Victor. Historia de las Doctrinas Adventistas. Centro de Investigación White: Universidad Adventista Del Plata.
KNIGHT, George R. Em busca de Identidade: O desenvolvimento das Doutrinas Adventistas do Sétimo dia. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005.
KNIGHT, George R. Uma Igreja Mundial. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000.
LAND, Gary. Adventism in America: A History. Andrews University Press, Berrien Springs, USA.
THEISS, Gilberto G. A História Revelada e a Verdade Confirmada: A História do Adventismo em formato de Estudos. Feira de Santana, BA: Clínica dos Livros, 2011.
TIMM, Alberto R. História da igreja. Publicação autônoma: Institudo Adventista de Ensino. Engenheiro Coelho, IAE.
TIMM, Alberto R. O santuário e as Três Mensagens Angélicas: Fatores Integrativos no Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2000.
SCHARS, Richard W. e GREENLEAF, Floyd. Portadores de luz: A história da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cada fiel contribui em média apenas R$ 1 por ano


Cada fiel contribui em média apenas R$ 1 por ano


 para Igreja Católica


Igreja pede a fiéis dízimos mais generosos

por Jarbas Aragão



Cada fiel contribui em média apenas R$ 1 por ano para Igreja Católica

Ele revelou que “A coleta do dízimo não ultrapassa a média de R$ 1 por pessoa, o que daria cerca de R$ 130 milhões por ano, segundo o número estimado de católicos brasileiros”.

O costume católico é que, além do dízimo, haja uma contribuição mensal onde os fieis podem doar, em campanhas específicas, o valor que desejarem. A Coleta da Solidariedade, por exemplo, arrecadou na última Páscoa R$ 12 milhões, que foram distribuídos entre as 274 dioceses e as cerca de 9 mil paróquias do País.

Com informações CNBB e Estadão




Comentário: uma crise se instalou na Igreja Católica. Faltam recursos e sacerdotes. E estão saindo membros, indo para outras igrejas. É um contexto favorável à pregação da terceira mensagem angélica, e também já se aproxima o momento favorável de se pregar: “sai dela Meu povo” (Apoc. 18:4), que são os bons cristãos que ainda permanecem em Babilônia. É nas crises que sempre tem-se efetuado grandes mudanças.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

COMISSÃO DE NOMEAÇÕES


COMISSÃO DE NOMEAÇÕES

(Todos os textos foram tirados do M.I. – Manual da igreja – Revisado 2005)

A COMISSÃO DE NOMEAÇÕES NA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA – os oficiais são eleitos anualmente ou de dois em dois anos (ver pág. 49), por intermédio da designação de uma comissão de nomeações. Esta comissão apresenta seu relatório à igreja, a qual decide então acerca dos nomes apresentados. Este procedimento possibilita que a igreja estude minuciosamente cada nome, antes da eleição, e impede a competição pública que pode surgir quando as nomeações são realiza das no plenário. A Comissão de Nomeações estudará as necessidades da igreja e fará uma cuidadosa pesquisa sobre a aptidão dos membros para ocupar os diferentes cargos. Por esta razão, os oficiais não serão nomeados pela congregação ou por voto geral.

QUEM DEVE SER MEMBRO DA COMISSÃO DE NOMEAÇÕES. – Somente os membros da igreja que estão em plena comunhão com ela devem ser escolhidos para membros dessa comissão. Devem ser pessoas de são juízo e, acima de tudo, ter em vista o bem-estar e a prosperidade da igreja.

ATRIBUIÇÕES DA COMISSÃO DE NOMEAÇÕES. – Logo que possível, após a sua eleição, a Comissão de Nomeações deve ser convocada pelo seu presidente. Com fervorosa oração pedindo a orientação divina, a comissão deve começar sua actividade preparando uma lista dos nomes dos oficiais e seus auxiliares, composta de membros em boa e regular situação no rol de membros da igreja que está fazendo as indicações. Os nomes serão indicados para os cargos e apresentados à igreja durante o culto sabático regular, ou durante a reunião administrativa da igreja, especialmente convocada.
Naturalmente, o tamanho da igreja determinará o número dos oficiais da igreja a serem escolhidos. Se a igreja é pequena, muitos dos vices podem ser omitidos. Numa igreja grande, todos os oficiais e directores citados na lista precedente serão necessários.

A COMISSÃO DE NOMEAÇÕES DEVE CONSULTAR OS PROVÁVEIS OFICIAIS. – Depois de escolher para os vários cargos as pessoas que sejam membros fiéis e leais da igreja local, os membros apropriados da Comissão de Nomeações devem informar essas pessoas de sua nomeação para o cargo, obtendo o seu consentimento para a indicação.

AS CONSIDERAÇÕES DA COMISSÃO DE NOMEAÇÕES SÃO CONFIDENCIAIS. – Isso de um membro de uma comissão de nomeações repetir, fora da sessão da comissão, qualquer informação, observação ou conversa referente a qualquer membro cujo nome haja sido considerado para algum cargo, constitui uma violação da ética cristã e do espírito da regra áurea. Uma transgressão nesse sentido constitui motivo suficiente para excluir tal membro de uma comissão de nomeações. Todas as investigações e considerações referentes à capacidade dos membros para desempenharem cargos na igreja devem ser confidenciais. Se for necessário que se façam investigações fora da comissão, quem deverá fazê-lo é o presidente da comissão. Estes princípios se aplicam à actuação de todas as comissões de nomeações, tanto na obra da igreja como na da Associação/Missão.

OS QUE SE OPÕEM À UNIDADE NÃO SÃO APTOS PARA EXERCER CARGOS. – “Têm ultimamente surgido entre nós homens que professam ser servos de Cristo, mas cuja obra se opõe àquela unidade que nosso Senhor estabeleceu na igreja. Têm métodos e planos de trabalho originais. Desejam introduzir mudanças na igreja, segundo suas ideias de progresso, e imaginam que deste modo se obtenham grandes resultados. Esses homens precisam ser discípulos em vez de mestres na escola de Cristo. Estão sempre desassossegados, aspirando realizar alguma grande obra, fazer algo que lhes traga honra a si mesmos. Precisam aprender aquela mais proveitosa de todas as lições: a humildade e fé em Jesus. … “Professores da verdade, missionários, oficiais da igreja, podem efectuar boa obra pelo Mestre, se tão-somente purificarem sua própria alma pela obediência à verdade”. … Como membros do corpo de Cristo, todos os crentes são animados pelo mesmo espírito e a mesma esperança. Divisões na igreja desonram a religião de Cristo ante o mundo, e dão ocasião aos inimigos da verdade para justificar o seu procedimento. As instruções de Paulo não foram escritas apenas para a igreja de seus dias. Era desígnio de Deus que viessem até nós.” – Testemunhos Selectos, vol. 2, págs. 79 e 80.

É PERIGOSO ELEGER OS QUE RECUSAM COOPERAR COM OUTROS. – “Deus pôs na igreja, como Seus auxiliares indicados, homens de talentos diferentes para que, mediante a sabedoria de muitos, seja feita a vontade do Espírito. Os homens recusando aliar-se a outros que têm tido mais longa experiência na obra de Deus, ficarão cegos pela confiança própria, incapazes de discernir entre o falso e o verdadeiro. Não é seguro escolher tais pessoas para líderes na igreja; pois seguirão seu próprio juízo e planos, sem consideração pelo juízo de seus irmãos. É fácil para o inimigo agir por intermédio dos que, necessitando eles próprios de conselho a cada passo, se encarregam do cuidado das almas em sua própria força, sem ter aprendido a mansidão de Cristo.” – Actos dos Apóstolos, pág. 279. (Ver pág. 53.)

PARA ELEIÇÃO A ALGUM CARGO, REQUER-SE QUE A PESSOA SEJA MEMBRO DA IGREJA - Os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia em posição regular são elegíveis a posições de liderança na igreja local a que pertencem. (Ver págs. 154 e 155.)

POSIÇÃO REGULAR – Todos os membros da igreja são considerados como estando em posição regular, a menos que estejam sob disciplina da igreja.

OS OBREIROS DA ASSOCIAÇÃO/MISSÃO E OS OFICIAIS DA IGREJA DEVEM DAR EXEMPLO NA DEVOLUÇÃO DO DÍZIMO. – Os obreiros da Associação/Missão, os anciãos e outros oficiais da igreja e os directores de instituições devem reconhecer como princípio de liderança na Obra de Deus o bom exemplo que devem dar na questão da devolução do dízimo. Aquele que não procede de acordo com esse padrão de liderança, não deve continuar como oficial de igreja ou obreiro da Associação/Missão. (pág. 164).

A Comissão de Nomeações da igreja escolhe os seguintes:

ANCIONATO – Na Igreja primitiva, os anciãos ou bispos tinham grande autoridade. Uma de suas principais funções era o geral cuidado e supervisão pastoral (Actos 20:17 – 28; Heb. 13:17; I Ped. 5:1-3), com tais encargos especiais como dar instrução na sã doutrina e refutar os que a contradiziam (I Tim. 3:1 e 2; Tito 1:5 e 9). Os que presidiam bem deviam ser “considerados merecedores de duplicada honra”, principalmente os que labutavam “na pregação e no ensino” (I Tim. 5:17). (Manual da Igreja 2005, Capítulo 1 Autoridade da Igreja e do Manual da Igreja, 13).
Não Deve Haver Pressa na Escolha de Pessoas Para Dirigentes da Igreja. – “Encontramos em muitos lugares homens que foram postos à pressa em cargos de responsabilidade como anciãos de igrejas, quando não se achavam habilitados para ocupar tal posição. Não têm o devido domínio de si mesmos. Não exercem boa influência. As igrejas se acham continuamente perturbadas em consequência do carácter defeituoso dos dirigentes. As mãos foram muito precipitadamente impostas sobre esses homens.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, págs. 406 e 407.
Aptidão Religiosa. – “Fiel é a palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo [ancião] seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a sua própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo respeito (pois se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça, e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo. (Pág. 45).”.
“Escreve o apóstolo Paulo a Tito: ‘Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei: Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes. Porque convém que o bispo [ancião] seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus. ’ Tito 1:5-7. Convém que os nossos ministros considerem essas palavras e não ponham alguém a exercer um cargo sem muita reflexão e oração, para que Deus, pelo Seu Espírito, possa designar a pessoa de Sua aceitação. “Diz o apóstolo inspirado: A ninguém imponhais apressadamente as mãos.” ’ I Tim. 5:22. Em algumas de nossas igrejas se passou demasiado cedo à organização de igrejas e ordenação de anciãos, com manifesto desprezo da regra estabelecida na Bíblia. Em consequência, surgiram grandes dificuldades na igreja. Não se devem eleger e ordenar dirigentes que se não provarem aptos para essa obra de responsabilidade.” – Testemunhos Selectos, vol. 2, págs. 260 e 261. (M.I.p,47,48)
O Ancião da Igreja O Cargo é Importante. – Na obra e organização da igreja, se não foi provido um pastor pela Associação/Missão, o cargo de ancião destaca-se como o mais elevado e o mais importante. (M.I. 49)
…o pastor tem a principal responsabilidade no preparo de anciãos locais. (M.I.pág 51)
Ordenação do Ancião Local. – A eleição para o cargo de ancião, por si só, não qualifica a pessoa para actuar como ancião. É requerida a ordenação antes que o ancião tenha autoridade para actuar como tal. No intervalo entre a eleição e a ordenação, o ancião eleito pode actuar como líder da igreja, mas não pode administrar os ritos da igreja. Uma vez tendo sido ordenado como ancião de igreja, ele não precisará mais ser ordenado na reeleição para esse cargo, ou na eleição como ancião de outra igreja, contanto que tenha mantido sua comunhão com a igreja. Quem foi ordenado como ancião acha-se, por esse modo, qualificado para actuar posteriormente como diácono. (M.I.pág. 50-51).
O ancião é responsável pelos cultos da igreja, e deve dirigi-los ou encarregar alguém de fazê-lo. A Cerimónia da Comunhão deve sempre ser dirigida por um pastor ordenado ou pelo próprio ancião. Somente ministros ordenados ou anciãos ordenados, em exercício, estão qualificados para dirigi-la. O pastor geralmente actua como presidente da reunião administrativa, e em sua ausência o ancião desempenhará a função de presidente dessa reunião. (M.I.p,52-53).
O ancião deve actuar em estreita ligação com o (a) tesoureiro (a) da igreja e ver que todos os fundos da Associação/Missão sejam remetidos ao (à) tesoureiro (a) do Campo local no tempo estabelecido por esta organização. Deve dedicar atenção pessoal para cuidar de que o relatório do (a) secretário (a) da igreja seja remetido pontualmente ao (à) secretário (a) da Associação/Missão no fim de cada trimestre. O ancião deve considerar importante toda correspondência proveniente do escritório do Campo local. As cartas cujo conteúdo requeira que se façam anúncios na igreja devem ser apresentadas em seu devido tempo. Na ausência do pastor e em cooperação com ele, o primeiro ancião deve cuidar de que sejam eleitos os delegados para as assembleias da Associação/ Missão e que os nomes desses delegados sejam enviados, pelo (a) secretário (a), ao escritório do Campo local. O ancião deve aconselhar e ajudar os oficiais da igreja a cumprirem suas responsabilidades de cooperar com a Associação/Missão na execução de todos os planos e procedimentos, e em cuidar de que os relatórios sejam preenchidos com exactidão e remetidos com pontualidade. (Pág. 53).

Primeiro Ancião. – Nas igrejas em que há muitos membros, é aconselhável eleger-se mais de um ancião. As responsabilidades desse cargo podem ser demasiado grandes para uma só pessoa, e devem ser partilhadas por tantas pessoas quantas sejam necessárias para fazer o trabalho. Em tal caso, um dos eleitos será designado “primeiro ancião”. As responsabilidades deverão ser distribuídas entre os anciãos de acordo com sua experiência e capacidade. (p,54).

Limitação de Autoridade. – Os anciãos não têm autoridade para receber ou remover membros da igreja. Isto só é feito por votação da igreja. O ancião e a Comissão da Igreja podem recomendar que a igreja vote a admissão ou a remoção de membros. (Ver págs. 35, 37 e 41.) (pág. 55).
Preparo e Treinamento de Anciãos Locais. (Ver pág. 51.) – Embora o pastor tenha a principal responsabilidade de preparar os anciãos locais, as Associações/ Missões são incentivadas a programar reuniões periódicas com o objetivo de adestrá-los. Para fortalecer o relacionamento da equipe pastor ancião, recomenda-se que os pastores também assistam a essas reuniões. Dirigentes de grupos que desempenham o papel de anciãos locais também devem ser convidados a estar presentes. (pág. 70).

Oficiais. – O presidente da Comissão da Igreja é o ministro designado para ser o pastor da igreja. Se o pastor preferir não desempenhar esta função, ou se achar impossibilitado de estar presente, poderá providenciar que o ancião da igreja actue como presidente numa base transitória. (P,89).
Deve haver jovens anciãos, jovens diáconos e diaconisas, etc., labutando com experientes oficiais de igreja. Em todos os sectores da obra da igreja deve haver jovens em actividade. (pág. 108).
O pastor, com a ajuda dos anciãos, deve planejar e dirigir todos os cultos espirituais da igreja, como o culto regular do sábado e a reunião de oração, e oficiar tanto na Cerimónia da Comunhão como no baptismo. (pág. 147).
Deverá ser escolhida uma comissão de nomeações, da qual será presidente o pastor oficiante. Esta comissão apresentará uma lista de pessoas para preencher os diversos cargos da igreja. Quando estes houverem sido eleitos, os anciãos deverão ser ordenados. Quando isto houver sido feito, a igreja estará plenamente organizada e pronta para funcionar. (pág. 210).

TESOURARIA
O (a) tesoureiro (a) do grupo manterá meticuloso registro de todo o dinheiro recebido e gasto. Cada mês, ele ou ela enviará pontualmente todos os dízimos e ofertas, com excepção dos fundos arrecadados para finalidades locais, ao (à) tesoureiro (a) da Associação/Missão, o (a) qual é também o (a) tesoureiro (a) da igreja da Associação/Missão. (Pág. 40).
O (a) Tesoureiro (a) da Igreja
Uma Obra Sagrada. – O (a) tesoureiro (a) é chamado (a) para uma tarefa importante, e é eleito (a), como os outros oficiais, pelo período de um ou dois anos, segundo for determinado pela igreja local. (Ver pág. 49.) Em igrejas grandes, talvez seja aconselhável eleger também vice tesoureiros (as), segundo for necessário. O (a) tesoureiro (a) pode incentivar grandemente a fidelidade na devolução do dízimo e aprofundar o espírito de liberalidade da parte dos membros da igreja. Uma palavra de conselho dada no espírito do Mestre ajudará o irmão ou a irmã a entregar fielmente a Deus o que Lhe pertence no âmbito do dízimo e das ofertas, mesmo em tempos de dificuldade financeira. (Pág. 61)
É da mais alta importância que todas as ofertas e dádivas de contribuições individuais à igreja, para um fundo ou propósito específico, sejam utilizadas para essa finalidade. Nem o (a) tesoureiro (a), nem a Comissão da Igreja têm autoridade para desviar quaisquer fundos dos objectivos para os quais foram dados. (Pág. 63).
As Relações com os Membros Devem Ser Confidenciais. – O (a) tesoureiro (a) deve lembrar sempre que suas relações com os membros individuais são estritamente confidenciais. Ele (a) deve ter o cuidado de jamais fazer comentários sobre o dízimo pago por algum membro, nem sobre as entradas ou outra coisa que com isto se relacione, excepto com os que com ele (a) partilham da responsabilidade da obra. Se esta regra não for observada, poderá ser causado grande dano. (Pág. 65).

SECRETÁRIO (A).
O (a) Secretário (a) da Igreja Cargo Importante. – O (a) secretário (a) da igreja tem um dos importantes cargos da igreja, de cuja administração apropriada muito depende o eficiente funcionamento da igreja. Assim como todos os outros oficiais da igreja, o (a) secretário (a) é eleito (a) pelo período de um ou dois anos, segundo for determinado pela igreja local (ver pág. 49); mas, devido as importante funções especializadas de seu cargo, convém escolher alguém que possa ser reeleito para repetidos períodos de serviço, a fim de que haja continuidade no sistema de registros e envio de relatórios. Em igrejas grandes poderão ser eleitos (as) vice-secretários (as), segundo for necessário. O (a) secretário (a) actua como tal em todas as reuniões administrativas da igreja e deve manter um relatório correcto de todas essas reuniões. Se, por qualquer motivo, o (a) secretário (a) tiver de ausentar-se de alguma reunião, devem ser tomadas providências para que o (a) vice-secretário (a) esteja presente, a fim de fazer as anotações para a ata. (Ver Notas, #7, pág. 71.) (Pág. 59-60).
Transferência de Membros. – O (a) secretário (a) da igreja atende a toda a correspondência que precisar ser mantida com os membros individuais e as igrejas, no tocante à transferência de membros. (Ver págs. 35-39.)
Correspondência com os Membros. – O (a) secretário (a) deve procurar manter-se em contacto com os membros ausentes, por correspondência. (Ver Notas, #8, pág. 71.)
Relatórios a Serem Fornecidos Pontualmente. – Compete ao (à) secretário (a) da igreja fornecer pontualmente certos relatórios. Alguns deles são anuais, ao passo que outros são trimestrais. (P, 60).
As Atas da Igreja. –O (a) secretário (a) da igreja cuida de suas atas. Estas devem ser cuidadosamente preservadas. (Pág. 61).
8. Correspondência com os Membros. (Ver pág. 60.) – O (a) secretário (a) da igreja deve corresponder-se com os membros ausentes, transmitindo-lhes notícias interessantes acerca do progresso da igreja, e animando-os a relatar, cada trimestre, suas próprias actividades cristãs. Convém que o (a) secretario (a) lhes escreva frequentemente. (Pág. 71).
A lista dos membros da igreja deve ser mantida com exactidão e em dia, para indicar o número oficial dos membros e sua situação. (Pág. 71)
O (a) secretário (a) da igreja actua como secretário (a) da comissão, e é responsável por preservar as atas das reuniões. (Pág. 89).

DIACONATO
Aptidão Religiosa. –… Quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato. Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. O diácono seja marido de uma só mulher, e governe bem seus filhos e sua própria casa. “Pois os que desempenharem bem o diaconato, alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus.” I Tim. 3:1-13.
Os diáconos são eleitos para o seu cargo, e actuam pelo período de um ou dois anos, segundo for determinado pela igreja local. (Ver pág. 49.)
Importância do Cargo. – No relato da escolha dos homens que passaram a ser conhecidos como os sete diáconos da igreja apostólica, segundo está registrado em Actos 6:1-8, é-nos dito que eles foram escolhidos e ordenados para atender ao “serviço” da igreja. Mas a eleição para o cargo de diácono abrangia mais do que cuidar dos serviços da comunidade cristã em rápida expansão. Os diáconos estavam empenhados numa parte importante da obra do Senhor, que requeria qualificações quase tão esmeradas como as do ancião. (Ver I Tim. 3:8-13.) (Pág. 55).
Os Deveres dos Diáconos. – A obra dos diáconos abrange uma ampla extensão de actividades práticas para a igreja:
1. Ajudar nos Cultos e Reuniões. – Nas reuniões da igreja, os diáconos geralmente são responsáveis de dar as boas-vindas aos membros e visitantes que forem chegando ao templo, e de ajudá-los, se necessário, a encontrar lugares em que possam sentar-se. Também devem estar prontos a colaborar com o pastor e os anciãos para o melhor desempenho das reuniões realizadas na igreja.
2. Visitação de Membros. – Uma responsabilidade importante dos diáconos é visitar os membros da igreja em seus lares. Em muitas igrejas, isto é realizado distribuindo os membros por distritos e designando um diácono para cada distrito, com o objetivo de que visite cada lar pelo menos uma vez por trimestre.
3. Preparativos Para as Cerimónias Baptismais. – Os diáconos devem desempenhar sua parte nos preparativos necessários para essa cerimonia, a fim de que não haja confusão ou atraso. (Ver pág. 35.) (Ver Notas, #5, pág. 70.)
4. Ajudar na Cerimónia da Comunhão. – Na celebração do rito do lava-pés, os diáconos ou as diaconisas provêem tudo o que for necessário para a cerimonia, como toalhas, bacias, água (a uma temperatura confortável, conforme o exigir a ocasião), baldes, etc. Depois da cerimonia, devem cuidar de que os objectos usados sejam lavados e repostos em seu devido lugar. (Pág. 57).
5. O Cuidado dos Enfermos e dos Pobres. – Outra responsabilidade importante dos diáconos é o cuidado dos enfermos e o socorro aos pobres e desafortunados. O dinheiro para essa obra deve ser provido pelo fundo da igreja para os necessitados. O (a) tesoureiro (a), mediante recomendação da Comissão da Igreja, entregará aos diáconos ou às diaconisas o dinheiro que for necessário para auxiliar os casos de necessidade. Esta actividade está especialmente a cargo dos diáconos e das diaconisas, mas a igreja tem de ser plenamente informada das necessidades, para que se obtenha o apoio dos membros.
6. Cuidado e Manutenção da Propriedade da Igreja. – Em algumas igrejas, onde a responsabilidade pelo cuidado e manutenção da propriedade da igreja não é atribuída a uma comissão de construção, os diáconos têm essa responsabilidade. (Ver Notas, #6, pág. 70.)

AS DIACONISAS
Diaconisas eram incluídas no quadro de oficiais das igrejas cristãs primitivas. “Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à [é diaconisa na] igreja de Cencréia, para que a recebais no Senhor como convém aos santos, e a ajudeis em tudo que de vós vier a precisar; porque tem sido protectora de muitos, e de mim inclusive.” Rom. 16:1 e 2.
As diaconisas são eleitas para o seu cargo, e actuam pelo período de um ou dois anos, segundo for determinado pela igreja local. (Ver pág. 49.) Não é forçoso que a esposa de um homem escolhido para diácono seja diaconisa, nem é obrigatório para a igreja a escolha da esposa de um diácono como diaconisa, simplesmente porque seu marido é diácono. As diaconisas devem ser escolhidas do ponto de vista da consagração e outras qualidades que as habilitem a desempenhar os deveres do cargo. A igreja pode fazer arranjos para uma adequada cerimonia de admissão das diaconisas em seu cargo, a ser dirigida por um pastor ordenado com credenciais da activa.
Os Deveres das Diaconisas. – As diaconisas servem a igreja numa ampla variedade de actividades importantes:
1. Ajudar nos Baptismos. – As diaconisas ajudam nas cerimonias baptismais, assegurando que as candidatas sejam atendidas tanto antes como depois da cerimonia. Dão também conselhos e prestam o auxílio necessário no tocante às roupas apropriadas para o baptismo. Devem ser providos roupões de material adequado. Nas igrejas em que são usados esses roupões, as diaconisas devem cuidar de que eles sejam lavados e passados, e cuidadosamente repostos em seu lugar, para uso futuro. (Ver pág. 35.)
2. Providências Para a Cerimónia da Comunhão. – As diaconisas ajudam na cerimonia do lava-pés, prestando especial auxílio às mulheres visitantes ou às irmãs que se uniram à igreja recentemente. É o dever das diaconisas providenciar tudo o que for necessário para esta cerimonia, como cuidar de que a toalha da mesa, as toalhas de enxugar os pés, etc., usadas na celebração dos ritos, sejam lavadas e passadas, e cuidadosamente repostas em seu lugar. (Ver pág. 82.) As diaconisas tomam as providências relacionadas com a mesa da comunhão: preparam o pão e o vinho, arrumam a mesa, despejam o vinho, colocam os pratos com o pão sem levedura e cobrem a mesa com a toalha preparada para esse fim. Tudo isto deve ser feito antes de a cerimonia começar.
3. O Cuidado dos Enfermos e dos Pobres. – As diaconisas devem fazer sua parte no cuidado dos doentes, dos necessitados e infelizes, cooperando com os diáconos nesta obra. (Ver pág. 58.) (Pág. 59).

ESCOLA SABATINA
A Escola Sabatina é o principal sistema de educação religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia e tem quatro objectivos: estudar as Escrituras, companheirismo, penetração missionária na comunidade, e ênfase nas missões mundiais.
“A Escola Sabatina é um importante ramo do trabalho missionário, não só porque proporciona a jovens e velhos o conhecimento da Palavra de Deus, mas por despertar neles o amor por suas sagradas verdades e o desejo de estudá-las por si mesmos; ensina-os, sobretudo, a regular a vida por seus santos ensinos.” – Conselhos Sobre a Escola Sabatina, págs. 10 e 11.
“A Escola Sabatina, devidamente dirigida, é um dos grandes instrumentos divinos para levar almas ao conhecimento da verdade.” – Ibidem, pág. 115.
Os dirigentes, os professores e a totalidade dos membros devem cooperar com os outros departamentos da igreja em toda obra missionária e actividade em favor da salvação de almas… Os dirigentes da Escola Sabatina devem ser membros da igreja local. São eleitos por um ou dois anos, segundo determinar a igreja local. ((M.I. pág. 103)
O (a) Director (a). – O (a) director (a) da Escola Sabatina é o dirigente desse departamento. Logo que ele (a) for eleito (a), deverá começar a fazer planos para o esmerado e eficaz funcionamento dessa escola. O (a) director (a) deve apoiar os planos e as ênfases do Departamento da Escola Sabatina da Associação/ Missão, e espera-se que actue de acordo com as decisões da Comissão da Escola Sabatina. (Ver Notas, #6, pág. 133.) (M.I, 104).

ASA
Serviço Beneficente e Social Adventista. – O Serviço Beneficente e Social Adventista (Sociedade de Dorcas) é um ramo importante das Actividades Missionárias da igreja. A directora desse Serviço, a vice- directora (se o cargo for necessário), e a secretária- tesoureira, são eleitas na eleição regular da igreja. Esta sociedade angaria e prepara roupas, alimentos e outras provisões para os pobres, necessitados e desafortunados. Esta organização actua em estreita cooperação com os diáconos e as diaconisas da igreja. Contudo, o ministério do Serviço Beneficente e Social Adventista abrange mais do que prestar ajuda material; envolve também a educação de adultos, visitação, afazeres domésticos, enfermagem caseira, aconselhamento e outros serviços. O Departamento dos Ministérios Pessoais da igreja tem primordial responsabilidade por este trabalho.

COMUNICAÇÃO
Organização. – A organização deste ministério requer a adesão e o apoio de todo obreiro denominacional, de todo membro e de toda instituição adventista do sétimo dia. O Departamento de Comunicação promove o uso de um bem fundado programa de relações públicas e todas as técnicas modernas e meios de comunicação, para a difusão do evangelho eterno. Ele requer a eleição de um (a) director (a) de Comunicação em cada igreja local, e, onde for necessário, uma Comissão de Comunicação.
Atribuições do (a) Director (a) de Comunicação. – O (a) director (a) de Comunicação da igreja tem a responsabilidade de reunir e difundir notícias. Ao surgirem oportunidades, apresentará pessoas de interesse em programas de entrevistas no rádio e na televisão, e tomará providências para prestar informações sobre tais pessoas. Fará todo o esforço possível para manter um relacionamento de amizade e cooperação com os editores e outras pessoas ligadas aos meios de comunicação. (Ver Notas, #16, pág. 138.)
O (a) director (a) de Comunicação colaborará com o (a) director (a) de Comunicação da Associação/Missão na execução dos planos do Campo local e apresentando os relatórios solicitados. Também apresentará relatórios periódicos nas reuniões administrativas da igreja.
Qualificações. – O (a) director (a) de Comunicação deve ser cuidadosamente escolhido (a) levando-se em conta estes factores: 1) habilidade para representar devidamente a igreja, 2) juízo equilibrado, 3) capacidade de organização, 4) habilidade para escrever as notícias em forma atractiva, persuasiva e gramaticalmente correcta, 5) boa vontade para cumprir responsabilidades e 6) habilidade para relacionar-se com as pessoas. (M.I. Pág. 122).

AVENTUREIROS
O Clube dos Aventureiros provê um programa especializado e próprio para o rápido desenvolvimento das crianças da igreja local, bem no começo da idade escolar. Destina-se a fortalecer a participação dos pais no desenvolvimento da meninice de seus filhos. Suas reuniões e outras actividades devem ser efectuadas de acordo com as normas do Campo local, delineadas nos manuais do clube, e em coordenação com outras organizações relacionadas com os jovens e a família na igreja local. M.I. Pág. 86).
O Clube dos Aventureiros é um programa centralizado nos pais e na igreja, o qual provê aos pais um instrumento utilizável em relação a seus filhos de 6 a 9 anos de idade, e destina-se a estimular a florescente curiosidade das crianças pelo mundo à sua volta. Este programa abrange actividades específicas a essa idade que envolvem tanto os pais como a criança em actividades recreativas, habilidades simples, apreço pela criação efectuada por Deus e outras actividades que são de interesse para essa idade. Tudo é realizado com um enfoque espiritual que prepara o terreno para a participação na igreja, como Desbravador. (Ver Notas, #13, pág. 137.)
O (a) director (a) do Clube dos Aventureiros e seus assistentes imediatos são eleitos pela igreja, pelo período de um ou dois anos, por ocasião das eleições gerais. (Ver pág. 49.) Os auxiliares adicionais são escolhidos pela directoria administrativa do clube. O (a) director (a) é membro da Comissão da Igreja e da Comissão dos Ministérios dos Jovens Adventistas da igreja local. Os materiais necessários podem ser obtidos do (a) director (a) dos Jovens da Associação/ Missão. (M.I. Pág. 115).

CLUBE DE DESBRAVADORES
O Clube dos Desbravadores provê um programa especializado necessário para os juvenis, e nalguns aspectos tem substituído a Sociedade dos Juvenis Adventistas na igreja local. Onde há os dois, deve haver estreita coordenação e cooperação entre o Clube dos Desbravadores e a Sociedade dos Juvenis Adventistas. Os Desbravadores se reunirão de acordo com as normas departamentais da Associação/Missão. (M.I. Pág. 86).
O Clube dos Desbravadores é um programa centralizado na igreja que propicia o espírito de aventura e exploração que se encontra em cada menino e menina. Isto inclui mais actividades, elaboradas cuidadosamente, ao ar livre, exploração natural, habilidades, passatempos ou vocações, do que é possível na Sociedade dos Juvenis Adventistas. Nesse ambiente, o enfoque espiritual é bem recebido, e o Clube dos Desbravadores já demonstrou devidamente sua influência para ganhar almas. Em muitas igrejas locais, Clubes de Desbravadores têm substituído a tradicional Sociedade dos Juvenis Adventistas, e, onde há uma escola da igreja, o Clube dos Desbravadores deve ampliar as actividades da Sociedade dos Juvenis Adventistas. Actividades abrangidas pelo Clube dos Desbrava dores são camporis (acampamentos), feiras, estudo de habilidades, exploração da natureza, estudo da Bíblia, projectos de testemunho, excursões pelo campo, corridas de bicicleta e muitas outras aventuras interessantes. Juvenis de 10 a 15 anos de idade podem tornar-se membros do Clube dos Desbravadores mediante uma cerimonia especial de admissão. O emblema triangular tem sido adoptado internacionalmente, embora às vezes haja uma modificação no nome “Desbravadores”, devido a problemas de tradução e equivalência local. Os membros usam o uniforme dos Desbravadores, com suas insígnias, em todas as funções do clube, inclusive a reunião semanal, as feiras e os acampamentos dos Desbravadores, e a ida à igreja, sábado de manhã, no Dia dos Desbravadores. Em algumas igrejas, os grupos etários são divididos no Clube dos Desbravadores Juvenis e no Clube dos Desbravadores
Adolescentes; e quando os desbravadores mais velhos atingem os quinze anos de idade, podem tornar-se membros da equipe de auxiliares, mediante um programa de preparo para liderança.
O (a) director (a) dos Desbravadores e o(s) vice- director (es) são eleitos pela igreja, por ocasião das eleições gerais, para períodos de um ou dois anos. (Ver pág. 49.) Se forem eleitos dois vice – directores, um deles deve ser do sexo oposto. Um dos vice-directores também pode desempenhar a função de secretario – tesoureiro do clube. O (a) director (a) é membro da Comissão da Igreja e também da Comissão dos Ministérios dos Jovens Adventistas. Outros componentes da directoria dos Desbravadores são os instrutores de habilidades e aulas da natureza, e os conselheiros, que são responsáveis por uma unidade de seis a oito Desbravadores. Muitos materiais úteis podem ser obtidos do (a) director (a) dos Jovens do Campo local. (M.I. Pág. 114-115).

LIBERDADE RELIGIOSA
O (a) Director (a) de Liberdade Religiosa da Igreja Local. – O (a) director (a) de Liberdade Religiosa da igreja local deve ser eleito (a) como os outros oficiais e actuar em íntima cooperação com o pastor ou líder do distrito em todos os aspectos da liberdade religiosa, cooperando também com o Departamento de Liberdade Religiosa da Associação/Missão ou da União. Essa pessoa deve exercer positiva influência espiritual, sendo apta para entrar em contacto com o público em geral, interessada em relações públicas, hábil em manter correspondência e preocupada com a preservação da liberdade do povo de Deus para fazer o serviço do Mestre. (Ver Notas, #26, pág. 142.) (M.I. Pág. 130).

MINISTÉRIO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
O Departamento dos Ministérios da Criança existe para desenvolver a fé das crianças desde a infância até catorze anos, guiando-as para uma vida de comunhão com a igreja. Tem como objetivo prover múltiplos ministérios que as conduzam a Jesus e as habilitem em sua caminhada diária com Ele, cooperando com o Departamento da Escola Sabatina e outros departamentos em prover educação religiosa às crianças.
O (a) Coordenador (a) dos Ministérios da Criança. – O (a) coordenador (a) dos Ministérios da Criança é eleito (a) pela igreja para fomentar ministérios específicos que alimentem a fé das criança s, visando a desenvolver um amorável e participativo relacionamento com Jesus. O (a) coordenador (a) deverá se r u ma pessoa de excelência moral e ética, que demonstre amor e dedicação a Deus e à igreja, e que tenha capacidade de liderança, bem como experiência e paixão para lidar com criança s. (Ver Notas, #25, pág. 141.).
O (a) Coordenador (a) dos Ministérios da Criança. (Ver pág. 128.) – As responsabilidades do coordenador dos Ministérios da Criança são:
a. Presidir a Comissão dos Ministérios da Criança.
b. Implementar o currículo da Escola Sabatina e prover treinamento para líderes e professores no uso desse currículo.
c. Planejar e implementar um calendário anual de programas que conduzam as crianças a Cristo e lhes dêem oportunidade de participar em todas as actividades da igreja.
d. Estabelecer um orçamento para financiar todos os programas a actividades em favor das crianças.
e. Actuar como defensor dos interesses e necessidades das crianças junto:
1) À Comissão da Igreja – mantendo seus membros informados sobre as preocupações e as realizações; relatando os resultados pertinentes às necessidades de acesso de crianças, e incentivando a criação de fundos para manter suas actividades.
2) Ao pastor – trabalhando unidos para tornar significativas, para as crianças, as várias actividades da igreja.
3) Aos dirigentes das actividades das crianças – apoiando-os e encorajando-os.
f. Tomar iniciativas relevantes para manter uma eleva da qualidade moral e ética de lide rança em favor das crianças, forjando líderes e professores voluntários.
g. Manter contacto com os pais, bem como com os líderes das actividades para crianças.
h. Procurar oportunidades para despender tempo com as crianças, a fim estar em contacto com as necessidades e a maneira de pensar delas.

MINISTÉRIO DA FAMÍLIA
O abrangente objetivo dos Ministérios da Família é fortalecer a família como centro de discipulado. A família foi estabelecida por cri acção divina como a instituição humana fundamental. É o principal ambiente em que são aprendidos valores e desenvolvida a capacidade para íntimos relacionamentos com Deus e com outros seres humanos. (Pág. 124).
O(s) Director (es) dos Ministérios da Família. – Uma pessoa ou um casal poderá (ão) ser eleita (os) para actuar como director (es) dos Ministérios da Família. Essa(s) pessoa(s) deve(m) ter uma atitude positiva para com Deus, para consigo mesma(s), para com os outros e para com a igreja. O(s) director (es) deve(m) formar fortes e crescentes relacionamentos familiares e manifestar sincero interesse em promover o bem-estar de todas as famílias. Para ser eficiente(s), é necessário que o(s) director (es) dos Ministérios da Família compreenda(m) o plano de redenção, da parte de Deus, para lidar com as rupturas nos relacionamentos causadas pelo pecado. Também é importante que
o(s) director (es) seja(m) capaz (es) de manter a confidência e saiba(m) quando e como encorajar as pessoas em situações críticas a buscar aconselhamento profissional. (Ver Notas, #22, pág. 140.) (Pág. 125)
O(s) Director (es) dos Ministérios da Família. (Ver pág. 125.) – Os deveres
do(s) director (es) dos Ministérios da Família são os seguintes:
a. Presidir a Comissão dos Ministérios da Família.
b. Representar as necessidades e os interesses das famílias como membro(s) da Comissão da Igreja e ajustar os planos dos Ministérios da Família ao programa geral da igreja.
c. Informar o pastor e a Comissão da Igreja sobre os interesses e as realizações dos Ministérios da Família, e incentivar o apoio e a provisão de fundos para esse ministério.
d. Identificar os recursos da igreja e da comunidade que promovem o crescimento relacional e provêem ajuda para enfrentar situações críticas, e intensificar a percepção desses recursos entre a liderança da igreja e as famílias. (Pág. 140).

MORDOMIA CRISTÃ
O (a) Director (a) de Mordomia. – O (a) director (a) de Mordomia, eleito (a) pela igreja, é escolhido (a) por sua capacidade para promover os conceitos e objectivos delineados pelo Departamento de Mordomia, e deve possuir as seguintes qualificações:
1) ser um líder espiritual;
2) ser uma pessoa que pratique os princípios da mordomia cristã;
3) compreender o programa espiritual e financeiro da igreja;
4) estar disposto (a) a dedicar o tempo que for necessário para planejar, organizar e dirigir, em sua esfera de acção, a responsabilidade que lhe compete, colaborando com o (a) director (a) de Mordomia da Associação/ Missão, com o pastor e com a Comissão da Igreja. O (a) director (a) de Mordomia serve de elo entre o Departamento
de Mordomia do Campo local e a congregação. (Ver Notas, #20, pág. 139.) (P.124).
O (a) Director (a) de Mordomia. (Ver pág. 124.) – O (a) director (a) promoverá o programa educacional geral do Departamento de Mordomia na forma apresentada, com as ampliações periódicas, para satisfazer às necessidades existentes. Essa responsabilidade abrange ajudar o pastor a promover o Dia Mundial da Mordomia, dirigir classes de mordomia, a fim de educar as pessoas no tocante aos dízimos e às ofertas, e ensinar os conceitos básicos da mordomia durante as reuniões de sábado ou em outras ocasiões.
As responsabilidades organizacionais do (a) director (a) incluirão o seguinte:
1) ser membro da Comissão da Igreja, envolvido (a) e versado (a) no programa espiritual e financeiro da igreja;
2) ser membro da Comissão de Mordomia e Finanças; e
3) ser um ajudante activo do pastor no Programa Anual de Orientação Sobre Mordomia e no reforço posterior, durante o ano, segundo as instruções dadas no Manual de Mordomia. (Pág. 139).

MINISTÉRIO DA MULHER
O Departamento dos Ministérios da Mulher existe para enaltece r, encorajar e incentivar as mulheres adventistas do sétimo dia em sua caminha da diária como discípulas de Jesus Cristo e como membros de Sua Igreja mundial. A
missão dos Ministérios da Mulher, no sentido mais amplo, é comum a todos os cristãos: exaltar a Cristo na igreja e no mundo.
A Directora dos Ministérios da Mulher. – A directora dos Ministérios da Mulher é eleita pela igreja a fim de desenvolver ministérios específicos para educar mulheres e prepará-las para o serviço a Deus e à igreja. Ela actua como presidente da Comissão dos Ministérios da Mulher, e incentiva ideias e planos que aumentem ao máximo as contribuições das mulheres para a missão da Igreja. Como presidente, ela é responsável pela elaboração da agenda, por servir de moderadora nas discussões e por desenvolver a coesão do grupo, mediante participação pessoal, oração e companheirismo. Ela também actua como membro da Comissão da igreja, integrando actividades e programas para mulheres no programa mais amplo da Igreja. Sua responsabilidade é manter a igreja informada quanto à contribuição dos Ministérios das Mulheres para a vida da igreja. O meio de ligação da directora para treinamento e recursos materiais é a Directora dos Ministérios da Mulher da Associação/Missão.
Qualificações da Directora dos Ministérios da Mulher. – A directora dos Ministérios da Mulher deve ser uma mulher com natureza sensível e solícita, que se preocupe pelo ministério e os interesses das mulheres, mantenha o equilíbrio em suas perspectivas, de modo a representar um amplo espectro de mulheres, e tenha habilidade para encorajar outras mulheres a cultivarem seus dons espirituais. Deve ser apta para actuar devidamente com as mulheres na igreja, com o pastor e com a Comissão da Igreja. (Pág. 125-126).

MINISTÉRIO DA SAÚDE
A Igreja aceita sua responsabilidade de revelar Cristo ao mundo e crê que isso inclui a obrigação moral de preservar a dignidade humana, alcançando óptimos níveis de saúde física, mental e espiritual. Além de ministrar aos enfermos, essa responsabilidade abrange a prevenção das enfermidades mediante eficiente educação sanitária e direcção adequada para promover a boa saúde, livre do fumo, álcool e outras drogas, e de alimentos imundos. Onde for possível, os membros serão incentivados a adoptar um regime alimentar essencialmente vegetariano.
O (a) Director (a) dos Ministérios de Saúde. – Para planejar e promover um programa eficaz na igreja é necessário que seja escolhido (a) um (a) director (a) dos Ministérios de Saúde. Deve ser uma pessoa que tenha orienta cão a esse respeito e interesse em promover as normas da igreja acerca de uma vida saudável entre os membros e a comunidade, mediante programas de saúde dirigidos pela igreja. Deve ser capaz de planejar programas e preparar informações representativas dos ideais e da filosofia da Igreja Adventista do Sétimo Dia, e integrá-los num eficaz testemunho espiritual e físico. (Ver Nota s, #18, pág. 138.).
O (a) Director (a) dos Ministérios de Saúde. (Ver pág. 122.) – Os deveres do (a) director (a) dos Ministérios de Saúde abrangem as seguintes actividades:
a. Delinear, planejar e orçar, de comum acordo com o pastor e o Conselho dos Ministérios de Saúde e com a Comissão da Igreja, programas para o ano, os quais realcem a importância da saúde e temperança integrais, tanto para a igreja como para a comunidade.
b. Promover um testemunho positivo na comunidade com respeito aos efeitos destrutivos do fumo, álcool e outras substâncias e drogas prejudiciais à saúde.
c. Cultivar bom relacionamento com organizações de saúde e temperança na comunidade.
d. Incentivar o estudo dos princípios bíblicos e dos conselhos do Espírito de Profecia sobre saúde e temperança.
e. Estimular a prática dos princípios do viver saudável entre os membros da igreja.
f. Tomar providências para incentivar a realização de programas de educação de saúde e temperança para a igreja e a comunidade em que se encontra em estreita colaboração com o (a) director (a) dos Ministérios de Saúde da Associação/ Missão.
g. Servir como secretário (a) do Conselho dos Ministérios de Saúde da igreja, excepto quando for solicitado (a) a actuar como presidente.

MINISTÉRIO DE PUBLICAÇÕES
O Departamento dos Ministérios de Publicações é organizado para coordenar e promover o evangelismo com literatura na igreja local, sob a supervisão da Comissão dos Ministérios de Publicações e da organização de publicações correspondente para o território. Ele ajuda os departamentos da igreja local na promoção, venda e distribuição de revistas e outras literaturas missionárias. O departamento trabalha juntamente com o pastor e os departamentos da igreja no planejamento de meios adequados para envolver os membros no cumprimento de seus objectivos.
Director dos Ministérios de Publicações – O director dos Ministérios de Publicações é eleito pela Comissão da Igreja para prover lide rança para as actividades da igreja por meio de literatura evangelística. (Ver Notas,
#28, pág. 143.) (Pág. 130-131).
Director dos Ministérios de Publicações. (Ver pág. 131.) As responsabilidades do coordenador dos Ministérios de Publicações incluem:
a. Actuar como presidente da Comissão dos Ministérios de Publicações e responsabilizar-se por implementar as decisões por ela tomadas.
b. Descobrir membros da igreja para actuarem como colportores.
c. Encomendar literaturas, de acordo com a necessidade, por meio do secretário dos Ministérios Pessoais.
d. Encaminhar relatórios à Associação/Missão/Campo sobre as actividades do Ministério de Publicações e Evangelismo com Literatura da igreja.
e. Actuar como membro da Comissão da Igreja local.

MINISTÉRIO DO IDOSO

MINISTÉRIO JOVEM
A Sociedade dos Jovens Adventistas é a organização de actividade e companheirismo
para os jovens na igreja local. Sob a liderança de um (a) director (a) eleito (a), os jovens devem actuar juntos no desenvolvimento de vigoroso ministério jovem, o qual abranja o desenvolvimento espiritual, mental e físico de cada indivíduo, a interacção social cristã, e um animado programa de testemunho que apoie os planos gerais de conquista de almas pela igreja local. O alvo da Sociedade dos Jovens Adventistas deve ser envolver todos os jovens em actividades significativas que os vinculem mais estreitamente com a igreja e os preparem para o serviço útil.
O (a) director (a) dos jovens deve ser um exemplo das virtudes de um (a) cristão (ã) genuíno (a), com solicitude pela conquista de almas e entusiasmo contagioso. Ao ajudar a motivar os jovens a trabalharem juntos e a assumirem responsabilidades, o (a) director (a) muitas vezes ficará em segundo plano, orientando, aconselhando e animando os jovens, ajudando-os a obterem experiência e a alegria da consecução. Será necessário estudar o perfil dos jovens
da igreja e procurar envolver todo jovem na sociedade. O (a) director (a) dos jovens manter-se-á em íntimo contacto com o pastor, com o (a) conselheiro (a) e com o (a) director (a) dos Jovens da Associação/Missão, aproveitando todas as oportunidades para adestramento no serviço e conduzindo a sociedade a uma relação de cooperação com a igreja e com o Campo local.

MINISTÉRIOS PESSOAIS
O Departamento dos Ministérios Pessoais provê recursos e prepara os membros da igreja para unirem seus esforços com o ministério e os oficiais da Igreja na proclamação final do evangelho da salvação em Cristo. O objetivo do departamento é incluir todos os membros em diligente serviço de conquista de almas para Deus.
O (a) Director (a) dos Ministérios Pessoais. – O (a) director (a) dos Ministérios Pessoais é eleito (a) pela igreja para tomar a dianteira em preparar e dirigir a igreja na acção missionária activa e é o (a) presidente da Comissão dos Ministérios
Pessoais. O (a) director (a) dos Ministérios Pessoais pode precisar de assistentes para co ordenar a Escol a Bíblica por Correspondência, Evangelismo Bíblico, distribuição de literatura, Recolta, ministérios de pequenos grupos, treinamento de membros e outros meios de fortalecer a conquista de almas. É seu dever apresentar à igreja, no sábado mensal dedicado aos Ministérios Pessoais e nas reuniões administrativas da igreja, um relatório do total das actividades missionárias da igreja.
1. A Comissão dos Ministérios Pessoais. (Ver pág. 99.) – Esta comissão tem
os seguintes deveres:
a. Fazer os arranjos para as reuniões missionárias da igreja, estudar seu campo de actividade missionária e incluir todos os membros da igreja em ramos de actividade bem definidos.
b. Dirigir o envolvimento dos membros nas seguintes actividades missionárias patrocinadas pelo Departamento dos Ministérios Pessoais:
1) Distribuição de literatura e circulação de periódicos missionários, inclusive assinaturas de revistas.
2) Inscrições em cursos bíblicos.
3) Serviços em favor da comunidade (assistência social e/ou actividades da Sociedade de Dorcas).
4) Eventos de acesso, como cursos para de i x ar de fumar, cursos de arte culinária, seminários para controle do estresse, etc.
5) Actividades missionárias como estudos bíblicos e contactos de reforço,
 COORDENADOR DE INTERESSADOS
É importante que o grande número de interessados desenvolvidos por meio do avanço missionário da igreja sejam atendidos prontamente. Por ocasião da eleição dos oficiais da igreja, deve ser eleito (a) um (a) coordenador (a) de interessados, que poderá ser um ancião, com essa finalidade. (Ver pág. 49.) Esta pessoa é membro da Comissão da Igreja e da Comissão dos Ministérios Pessoais, e trabalha directamente com o pastor e com o presidente dessa última
comissão. Os deveres abrangidos por esse cargo incluem:
1. Manter uma lista organizada de todos os interessados obtidos pela igreja de todas as fontes, tais como: Serviços em Favor da Comunidade, Recolta, Evangelismo Público, Estudos Bíblicos, Pregação Pelos Membros e Contactos de Testemunho Para Cristo, Revistas Missionárias, Evangelismo da Escola Sabatina, Evangelismo de Literatura, Evangelismo de Temperança e Saúde, Rádio-TV e Literatura Missionária da Igreja.
2. Ajudar o pastor e o presidente da Comissão dos Ministérios Pessoais na inscrição e no recrutamento de membros habilitados para a tarefa de reforço.
3. Prestar à Comissão da Igreja um relatório mensal do número de interessados obtidos e do número atendido. Quando um interessado se acha suficientemente desenvolvido, deve ser partilhado com o pastor.